quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Qual é o lugar mais frio do universo?

O lugar mais frio conhecido está dentro da nebulosa Bumerangue. É a constelação de Centauro, 5 mil anos-luz da Terra. A nebulosa planetária se forma ao redor enquanto uma brilhante estrela central expele gás nos últimos estágios de sua vida.

Encontrado planeta gigante em sistema solar com três estrelas



Nebulosa do Bumerangue. Qual é o lugar mais frio do universo?


A nebulosa Bumerangue é um dos lugares mais peculiares no universo. Em 1995, utilizando o telescópio sueco ESO de 15 metros no Chile, astrônomos revelaram que é o lugar mais frio no universo já encontrado. Com uma temperatura de -272ºC, é apenas um grau mais quente que o zero absoluto (o limite gelado de todas as temperaturas). Mesmo o brilho de fundo de -270ºC do Big Bang é mais quente do que esta nebulosa. Ela é o único objeto encontrado que possui temperatura mais baixa do que a radiação de fundo.

O formato de gravata borboleta da Bumerangue parece ter sido criado por um vento terrivelmente veloz, quase 500 mil km/h, soprando gás ultra-gelado para longe da moribunda estrela central. A estrela perde 1/1000 de massa solar de material por ano pelos últimos 1,5 mil anos, dizem os astrônomos. Isso é de dez a cem vezes mais do que outros objetos similares. A rápida expansão da nebulosa permitiu que ela se tornasse a região mais fria conhecida no universo. [LiveScience]

Encontrado planeta gigante em sistema solar com três estrelas

Astrônomos da Universidade de Santiago de Compostela (USC), na Espanha, descobriram um gigantesco planeta em um sistema com três “sóis” chamado Gliese 22.

A descoberta foi publicada na revista Astronomy & Astrophysics e realizada, pela primeira vez, segundo os cientistas, através da astrometria (técnica utilizada por astrônomos para calcular a localização e movimentação dos corpos celestes).

Astrônomos flagram cadáver de estrela que emite energia


Esse planeta é tão grande que possui cerca de 16 vezes a massa de júpiter, o maior de nosso sistema solar. Ele foi detectado orbitando a estrala mais distante. Para encontrá-la os pesquisadores tiveram que determinar primeiramente a órbita precisa das estrelas binárias e depois a redução relativa ao centro de luz das posições da terceira estrela.

Encontrado planeta gigante em sistema solar com três estrelas
O novo planeta teria 16 vezes o tamanho de Júpiter

Buracos negros vagam pela galáxia



A única maneira de explicar o movimento oscilatório do terceiro astro seria pela existência de um planeta em sua órbita. [Fonte]

domingo, 27 de janeiro de 2008

Buracos negros vagam pela galáxia

Astrônomos nos Estados Unidos disseram nesta semana que centenas de buracos negros podem estar vagando pela galáxia, prontos para devorar planetas e estrelas pelo caminho.

A força gravitacional dos buracos é tão grande que nem mesmo a luz conseguiria escapar deles, caso de aproxine a uma distância-limite conhecida como horizonte de eventos.

GALÁXIAS TOTALMENTE NEGRAS?


A teoria dos astrônomos foi publicada durante um encontro científico no Estado americano do Texas.

Os cientistas acreditam que centenas de buracos negros podem ter sido formados da colisão de outros buracos negros. As simulações msotram que, se dois buracos negros de tamanhos diferentes, ou dotados de rotação, se chocam, as leis da física determinam que o novo buraco, gerado pela fusão dos anteriores, deverá disparar pelo espaço.

Buracos negros podem estar vagando pela galáxia, diz estudo


Simulações feitas em supercomputadores pela Vanderbilt University, em um trabalho liderado pela astrônoma Kelly Holley-Bockelmann, indicam que os buracos negros viajariam em uma velocidade de até quatro mil quilômetros por segundo.

Segundo eles, os buracos negros não ameaçam diretamente a Terra. Eles têm tamanho intermediário, e seus horizontes de eventos se estendem a apenas algumas centenas de quilômetros do espaço. [Estadão]

Como sabemos que o universo está se expandindo?

O site LiveScience.com perguntou para Geza Gyuk, Diretor de Astronomia no Planetário Adler e pesquisador da Universidade de Chicago. Segue o que ele disse:
“Depois de alguns anos de Albert Einstein ter desenvolvido sua famosa (e hoje em dia bastante testada) teoria da Relatividade Geral, em 1915 ele a aplicou à todo o universo e descobriu algo incrível. A teoria prevê que todo o universo ou está expandindo ou está se contraindo. Não há outra alternativa. Para que o Universo fique estático seria como um lápis equilibrado apenas em sua ponta... possível mas muito, muito improvável e difícil de permanecer desta maneira.

Astrônomos confirmam existência de um exoplaneta próximo à Terra


Em 1929 o astrônomo Edwin Hubble mediu as velocidades de uma grande seleção de galáxias. Ele esperava similaridades entre a quantidade de galáxias que estivesse se movendo em nossa direção e se afastando de nós. Afinal, a Terra não é um ponto particularmente especial do universo.

Ao invés disso ele descobriu que quase todas as galáxias estão se distanciando de nós.

Desde os tempos de Hubble nós temos observado milhões de galáxias com melhores equipamentos e verificado seus resultados. Como a exceção de um punhado de galáxias próximas a nós, todas as demais está se distanciando de nós.

E, em realidade, quanto mais distante ela está, mais rapidamente ela se distancia. Isso se encaixa muito bem nas previsões de Einstein. As galáxias parecem se distanciar de nós por que todo o universo está aumentando. O espaço entre as galáxias está se esticando! E quanto mais longe uma galáxia está, mais espaço há para esticar, portanto a galáxia aparenta estar se distanciando de nós com maior velocidade.

Astrônomos flagram cadáver de estrela que emite energia


Nos últimos 50 anos astrônomos tem observado muitos outros fatos sobre o universo que apontam para o fato dele estar se expandindo. Enquanto teorias isoladas podem explicar uma ou duas destas descobertas, a expansão do universo é a única teoria que pode explicar todas de uma só vez. E a cada ano a pilha de evidências fica maior!”

Essa também é uma das evidências, dentre muitas outras, da teoria do Big Bang, pois se todo o universo está se expandindo provavelmente houve uma grande explosão que iniciou este movimento. [LiveScience]

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

GALÁXIAS TOTALMENTE NEGRAS?














Justamente quando pensávamos que podíamos ver tudo, os astrônomos Drs Neil Trentham, Ole Moller e Enrico Ramirez-Ruiz, da Universidade de Cambridge, publicaram na "Monthly Notices" da "Royal Astronomical Society" um intrigante artigo apontando para a curiosa possibilidade de o universo conter numerosas galáxias que não possuam uma estrela sequer, mas apenas matéria escura. Astrônomos poderão ter de perscrutar um universo onde as galáxias "normais" feitas de estrelas brilhantes seriam uma minoria em relação às galáxias escuras numa proporção de 100 para 1. Já existem evidências suficientes que mostram que as galáxias brilhantes contêm uma quantidade enorme de matéria escura, muitas vezes 10 vezes mais do que a massa de todas suas estrelas somadas.

Buracos negros podem estar vagando pela galáxia, diz estudo

Deve haver mais massa do que podemos ver, para justificar os movimentos observados das estrelas sob a influência da gravidade de toda a galáxia. Em algumas galáxias vemos tão poucas estrelas que elas não poderiam manter-se juntas a não ser pela influência da enorme quantidade de matéria invisível. A imagem que começa a emergir é a de que existe muita matéria escura no universo e a maioria das galáxias a possuem em grandes proporções. Pelo lado da teoria, o paradigma da matéria escura e fria aponta para o fato de que para cada galáxia brilhante e de grande massa existem muitas galáxias de pequena massa e invisíveis. Isto poderia ser o resultado da pequeníssima quantidade de estrelas – talvez nenhuma – formadas em seu interior. Portanto a questão é: "de que forma procurar estas galáxias"?
É um desafio complicado, e a melhor técnica a ser empregada dependeria da natureza desta matéria escura – que ainda é desconhecida. Existem algumas sugestões...Se esta massa escura é composta inteiramente de partículas fundamentais, galáxias escuras poderiam atuar como lentes gravitacionais, distorcendo a imagem de outras galáxias mais distantes que se encontrem diretamente atrás delas.Se a matéria escura inclui algumas anãs marrons sua radiação infravermelha poderia ser detectada. O mesmo seria válido se estas galáxias contivessem estrelas mortas, como anãs brancas e buracos negros. Os pesquisadores detectaram um lugar onde uma galáxia escura poderia existir, usando ainda um outro método que sugere a presença de um objeto escuro invisível. Repare que galáxia UGC 10214 (veja foto), tem um jato de matéria saindo dela, como se estivesse interagindo com outra galáxia. Este jato parece estar fluindo na direção de nada. Veja o quadrado realçado vazio na foto. Mais um mistério para nós.

Astrônomos confirmam existência de um exoplaneta próximo à Terra

Astrônomos americanos confirmaram hoje a existência de um exoplaneta que tinha sido previsto através de cálculos matemáticos.

Esta é a primeira vez que a existência de um corpo celeste é determinada e confirmada através de cálculos matemáticos desde que um sistema similar detectou Netuno em 1840.

A confirmação foi feita por cientistas da Universidade do Texas, que indicaram na reunião da Sociedade Astronômica dos Estados Unidos em Austin (Texas) que o exoplaneta se encontra exatamente onde tinha sido previsto pelo astrônomo Rory Barnes, da Universidade do Arizona.

Exoplanetas são corpos que gravitam em torno de uma estrela fora do sistema solar e em órbitas permanentes.

Uma equipe de astrônomos liderada por Barnes estudou as órbitas de vários sistemas e descobriu que havia uma zona "misteriosa" entre dois exoplanetas que gravitam em torno da estrela HD 74156, a pouco mais de 200 anos-luz da Terra.

Acrescentaram que se seus cálculos estiverem corretos, entre eles deveria haver outro planeta com sua própria órbita.

O desafio de encontrar esse exoplaneta foi assumido por Jacob Bean e por outros astrônomos da Universidade do Texas que dirigiram seus telescópios a esta zona e finalmente o localizaram exatamente onde Barnes tinha calculado.

Seguindo as normas astronômicas, o planeta foi batizado de HD 74156 d.

Segundo Steven Soter, astrônomo do Museu Americano de História Natural, em Nova York, o trabalho de Barnes é a segunda previsão bem-sucedida sobre a existência de um novo planeta.

A primeira foi feita há 160 anos com a descoberta de Netuno, cuja existência foi comprovada pelos telescópios da época décadas depois que dois astrônomos, um inglês e um francês, previram sua existência de forma independente. [Terra]

Buracos negros podem estar vagando pela galáxia, diz estudo

WASHINGTON - Astrônomos nos Estados Unidos disseram nesta semana que centenas de buracos negros podem estar vagando pela galáxia, prontos para devorar planetas e estrelas pelo caminho.

A força gravitacional dos buracos é tão grande que nem mesmo a luz conseguiria escapar deles, caso de aproxine a uma distância-limite conhecida como horizonte de eventos.

A teoria dos astrônomos foi publicada durante um encontro científico no Estado americano do Texas.

Os cientistas acreditam que centenas de buracos negros podem ter sido formados da colisão de outros buracos negros. As simulações msotram que, se dois buracos negros de tamanhos diferentes, ou dotados de rotação, se chocam, as leis da física determinam que o novo buraco, gerado pela fusão dos anteriores, deverá disparar pelo espaço.

Simulações feitas em supercomputadores pela Vanderbilt University, em um trabalho liderado pela astrônoma Kelly Holley-Bockelmann, indicam que os buracos negros viajariam em uma velocidade de até quatro mil quilômetros por segundo.

Segundo eles, os buracos negros não ameaçam diretamente a Terra. Eles têm tamanho intermediário, e seus horizontes de eventos se estendem a apenas algumas centenas de quilômetros do espaço. [estadao]

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Sonda mostra pontos quentes em pólo de Saturno


O pólo gelado de Saturno possui um ponto quente de ar comprimido, o que representa uma surpreendente descoberta capaz de jogar luz sobre os planetas pertencentes ou não ao Sistema Solar, afirmaram pesquisadores.


Astrônomos flagram cadáver de estrela que emite energia


Os cientistas já sabiam da existência de um ponto quente no pólo ensolarado de Saturno, mas dados enviados pela sonda Cassini mostraram agora que o pólo invernal, onde a luz do Sol não chega, também possui um ponto quente, disse Nick Teanby, cientista que participou do estudo.

"Com a missão Cassini, pudemos ver também o pólo gelado, que não conseguíamos ver da Terra por causa da inclinação do planeta", afirmou Teanby, da Universidade de Oxford. "Não esperávamos encontrar um ponto quente no norte."

O ponto quente consiste basicamente em uma região pequena e estreita na qual a temperatura é mais alta do que a do gás circundante, escreveu a equipe de pesquisadores na revista Science.

Os cientistas disseram que o ponto quente do sul teria sido formado provavelmente pelos raios do Sol, mas acrescentaram que o ar descendente e comprimido existente na atmosfera oferecia uma explicação melhor para o recém-descoberto ponto quente no pólo norte.

"Acreditamos que ele se deve ao ar vindo do alto para uma área de menor altitude", afirmou Teanby, em uma entrevista concedida por telefone. "A massa de ar esquenta ao ser comprimida - como o ar de um pneu de bicicleta."

Os pesquisadores conseguiram medir diferentes temperaturas usando os espectrômetro infravermelho da Cassini, que registra a intensidade da radiação emitida pela atmosfera de Saturno. A Cassini partiu da Terra em 1997 com a missão de pesquisar o planeta.

Imagens reconstruídas mostraram o ponto quente no centro do redemoinho do pólo norte do planeta. O redemoinho é formado pelo ar que se movimenta de forma circular e em alta velocidade por essa região de Saturno.

"Conseguimos investigar a área mais alta da atmosfera", afirmou Teanby. As descobertas também podem ajudar os cientistas a compreenderem melhor outros planetas gasosos do Sistema Solar, como Júpiter.

E contribuiriam para o estudo do crescente número de planetas novos e recém-descobertos que orbitam estrelas que não o Sol. Até agora, há mais de 230 desses exoplanetas, como são chamados.

"Se conseguirmos compreender o que acontece na atmosfera, podemos usar isso com outros planetas do Sistema Solar e com os planetas de fora dele que estamos descobrindo", disse.

Astrônomos flagram cadáver de estrela que emite energia

Imagine a surpresa de um médico ao ver um morto levantar da maca para dar uma voltinha. Pois é mais ou menos isso que aconteceu com um grupo de astrônomos japoneses e americanos ao observarem a estrela AE Aquarii -- que para todos os efeitos e propósitos deveria estar mortinha -- emitir pulsos de energia.



A AE Aquarii é uma anã branca, que, até onde os cientistas sabiam até agora, é o estágio final das estrelas parecidas com nosso Sol. Teoricamente, eram para ser corpos celestes inertes que aos poucos esfriam até virarem uma quase invisível anã negra. Eram para ser, porque a AE Aquarii, apesar de ser uma anã branca, emite pulsos altamente energéticos enquanto gira em torno do próprio eixo. Um comportamento típico de outro tipo de estrela, um pulsar.

Não era isso que a equipe liderada por Yukikatsu Terada, do Instituto de Pesquisas Físicas e Químicas de Wako, no Japão, esperava encontrar. No entanto, analisando os novos dados eles acreditam que seu achado pode ajudar a resolver um dos maiores mistérios da astronomia. A energia liberada por estrelas como a AE Aquarii pode ser a origem dos raios cósmicos que atingem a Terra e intrigam os cientistas.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Um hexágono bizarro em saturno

A sonda espacial Cassini obteve imagens de uma estrutura estranha de seis lados
no pólo Norte de Saturno. O facto de esta estrutura, com a forma de um hexágono,
ter sido já observada há mais de duas décadas, em imagens obtidas pelas sondas
Voyager 1 e 2, indica que é uma estrutura duradoura.
As imagens obtidas pela Cassini são as primeiras a captar todo o hexágono e, um
segundo hexágono significativamente mais escuro pode também ser obervado.

EUA lançam novo telescópio para procurar alienígenas

Este estranho fenómeno nunca foi observado em outro planeta. Com a forma
geométrica de um hexágono, esta estrutura seria a última coisa que se esperaria
encontrar na atmosfera espessa de Saturno que é dominada por "ondas" e células
de convecção circulares.




















A estrutura observada é semelhante ao vortex existente nos pólos da Terra,
originado por ventos que se movem em circulo em torno dos pólos. A diferença
está no facto de que em Saturno, o vortex tem uma forma hexagonal e não
circular. Com aproximadamente 25 mil quilómetros de extensão, cerca de 4 Terras
poderiam ser colocadas no interior do hexágono.





As novas imagens da Cassini, obtidas no comprimento de onda do infravermelho,
mostram que o hexágono se estende mais em profundidade do que se esperava - até
cerca de 100 quilómetros abaixo do topo das nuvens.
Foi possível observar também que o hexágono aparenta estar recheado de nuvens,
que rodeiam o seu centro e circulam quais carros numa pista de corridas


Um dos factos que surpreendeu os astrónomos foi as diferenças estruturais
acentuadas entre os pólos de Saturno. No pólo Sul existe uma estrutura que
aparenta ser um furacão com um olho gigante, enquanto que no pólo Norte existe
esta estrutura geométrica, completamente diferente.

A sonda espacial Cassini não é capaz, no momento, de obter imagens no visível da
região do pólo Norte de Saturno. Isto deve-se ao facto de ser Inverno nesta
região e, consequentemente, o hexágono encontra-se "encoberto" pela noite polar
que neste planeta dura aproximadamente 15 anos. No entanto, a bordo da Cassini
encontra-se instalado um espectrómetro de infravermelhos que permite realizar
observações profundas do planeta independentemente das condições de luminosidade
no óptico. Foi com o auxílio deste instrumento que se obteve as novas imagens da
estranha estrutura. Nos próximos dois anos o Inverno chegará ao final e a
estrutura poderá então ser observada em comprimentos de onda do visível.

Os cientistas acreditavam que a origem da estrutura observada poderia estar
relacionada com as emissões de rádio de Saturno ou com as auroras.
As novas imagens da estrutura e os dados acerca da sua extensão em profundidade
vêm colocar em causa esta relação, embora a aurora de Saturno ocorra
aproximadamente acima da estrutura.

Através da observação dos novos dados, e comparando com os obtidos com a Voyager
há 26 anos, o hexágono parece ter-se mantido fixo relativamente à taxa de
rotação e eixo de Saturno. A taxa de rotação actual de Saturno ainda não é
conhecida. Os cientistas esperam que a compreensão da natureza dinâmica da
estrutura hexagonal forneça uma pista para a determinação da taxa de rotação da
atmosfera interior, e mesmo do interior de Saturno.

Oculares

As oculares são um dos mais importantes componentes de um telescópio. Uma má ocular é bastante prejudicial para qualidade final da imagem independentemente da qualidade óptica do telescópio, por conseguinte é realmente importante conhecer as oculares que possuímos e quais as adquirir futuramente de modo a poder aproveitar ao máximo o telescópio que possuímos. Costuma-se dizer que "As oculares são metade do telescópio".

È frequente as oculares serem consideradas um acessório secundário ou simplesmente não são tidas em conta na aquisição de um telescópio. Provávelmente a 2ª decisão mais complicada é a escolha das oculares certas para o telescópio ou mais idealmente para o presente telescópio como para futuros telescópios. É importante salientar que as oculares que geralmente são oferecidas com telescópios de baixo custo em muito contribuem para a sua péssima prestação, sendo nalguns casos totalmente inadequadas.

As oculares existem desde que Galileu se lembrou de olhar para o céu com o seu telescópio, pois sem uma ocular, a luneta que utilizou de nada lhe servia. Ele utilizava apenas uma lente côncava simples, que lhe proporcionava uma imagem direita (sem qualquer inversão) embora com muito pouco campo de visão e cheia de aberrações. Kepler tentou arranjar um design melhor utilizando uma lente convexa, que dá uma imagem invertida, com um campo de visão um bocado maior (cerca de 15° ), mas igualmente infestada com aberrações.

dentificação de uma ocular

È usual as oculares terem letras e números impressos algures. Esses carateres e números dizem qual o tipo de design e qual o comprimento focal que é expresso em milímetros. È fácil para os iniciados confundir marcas ou designações comerciais com designs ópticos e para complicar um bocado mais vida é vulgar designs estarem abreviados por uma ou duas letras.

As abreviaturas estão sumarizadas na seguinte tabela:

H
Huygens
Ra ou R
Ramsde
K ou AR ou MA
Kellner
RKE ou RK
Rank-modified Kellner Eyepiece
Or
Ortoscópica
Er
Erfle
P ou Pl
Plossl

A maior parte destes designs tem o nome do seu inventor com excepção da ortoscópica. O número representa a sua distância focal em milímetros, por exemplo 20mm, 9mm etc... Diferentes distâncias focais equivalem sempre a diferentes amplificações no mesmo telescópio, e a mesma ocular pode ter diferentes amplificações em diferentes telescópios.
Existem muitos designs que têm nomes comerciais tais como Nagler, Radian, SuperWide, Panoptic, UltraWide, MA (modified Acromat), Ultima, Axiom etc.. que podem ser designs exclusivos, ou, apenas designs correntes com algumas alterações


Anatomia de uma ocular

Na figura seguinte està representada todos os componentes e termos relativos a uma ocular genérica:



Campo de visão aparente

Esta característica pode ser entendida como o tamanho da circunferência da imagem observada pelo o nosso olho ao espreitarmos por uma ocular, sendo medida em graus. As oculares podem ter um campo que poder ir de 30 a 90 graus. O nosso olho tem um campo de visão inferior a 80 graus, o que em oculares de 40 graus por exemplo, dá a sensação que se está a observar por um tubo, a partir dos 65 graus já proporciona uma imagem que "enche" o olho, Nos campos superiores a 80 graus, torna-se necessário ter que rodar o olho para poder ver a totalidade da imagem!. Não se deve confundir o campo aparente com o campo real, porque este sim é dependente do telescópio utilizado e é o valor em graus da área de céu realmente observada. As oculares de 65 graus para cima costumam-se designar por grandes-angulares.

Distância do olho à lente (Afastamento de pupila de saída)

Este parâmetro diz-nos qual a distância do olho em milímetros à lente mínima necessária para se poder ver a imagem focada e/ou ver a totalidade do campo aparente. Esta distância tem especial relevância para quem usa óculos, devido ao facto que distâncias inferiores a 12mm milímetros não permitem ver a totalidade de imagem. Infelizmente muitas oculares especialmente as de designs mais simples tornam-se muito desconfortáveis de utilizar e no caso das de distância focal curta (9mm e a baixo ) algumas delas podem completamente impossível utilizar de utilizar. Para quem não use óculos o mínimo dos mínimos é cerca de 10mm, aind sob pena de ser frequente "bater" com o olho na lente e de "lavar" a ocular com o óleo das pestanas!. O meio termo será de 14mm a 20mm que são distâncias já muito confortáveis e utilizáveis por quem use óculos. Para distâncias maiores que 20mm é frequente ter-se dificuldade em posicionar o olho, sendo preciso posteriormente mantê-lo bem firme de modo a evitar "blackouts". Um pormenor em ter atenção é que a imagem não é formada na superficie da lente de olho, e existem fabricantes que especificam um afastamento que na prática se torna menor (afastamento efectivo).

Barrilete

É a medida da ocular. Existem três medidas standard correntemente: 24,5mm (0,965") 31,7mm (1,25") e 50,8mm (2"). As de diâmetro menor (24,5mm) estão geralmente associadas a telescópios de muito baixo custo, sendo preferível evitar a todo o custo (com a excepção de terem em escrito Zeiss ou Pentax algures). A medida standard mais vulgar é o de 31,7mm (1,25"), para a qual estão disponíveis centenas de modelos de dezenas de marcas, e finalmente para telescópios de maiores dimensões existem as de 50,8mm (2") que geralmente são utilizadas em oculares grande-angulares com grande distância focal. Na extremidade do barrilete é importante que tenha rosca para utilização de filtros coloridos (não solares), para por exemplo observar a Lua (cheia) ou realçar detalhes nos planetas, ou ainda para filtros anti-poluição luminosa.

Field stop (diafragma)

Geralmente é um anel aplicado depois da lente de campo que delimita a imagem aparente. Tem (ou deveria de ter) a função de esconder aberrações ópticas próprias de cada um dos designs, que nas extremidades se tornam bastante evidentes. O diâmetro do field-stop é importante para determinar exactamente qual a sua distância focal.

É também aconselhável que a ocular tenha qualquer espécie de "guarda-olho" de modo a evitar reflexões da luzes próximas e por conseguinte o contraste. Estas guardas também dão uma ajuda a posicionar o olho.

Designs de Oculares

Nesta secção vão ser descritos os designs mais vulgares, que podem ser encontrados a acompanhar telescópios ou em venda em separado.

Huygens

Esta foi a primeira ocular composta por duas lentes, foi inventada por Christian Huygens nos fins de 1660 e é constituída por duas lentes plano-convexas. O seu campo aparente é pequeno em comparação com outras oculares de design mais moderno, e pode-se dizer que funciona marginalmente bem quando em distâncias focais grandes (15mm e a acima ) em telescópios "lentos" de F/10 a F/15. Estas oculares em telescópios rápidos (F/4 a F/6) apresenta todo o tipo de aberrações, desde de aberração cromática e esférica, curvatura de campo e uma grande falta de nitidez. Se ler numa ocular uma coisa do género H20mm , significa que é uma ocular tipo Huygens com 20 mm de comprimento focal. É muito provável que este tipo de oculares venham fornecidas com telescópios de muito baixo custo. A evitar ou substituir especialmente no caso de se tratar de um telescópio inferior a F/10.

Ramsden

Esta ocular também chamada "positiva", foi inventada por Jesse Ramsden em 1782 e tal como a Huygens é constituída por duas lentes plano-convexas mas com parte convexa montada virada uma para a outra. Este tipo de oculares geralmente têm menos aberração esférica e menos curvatura de campo que a Huygens, sendo também dada a reflexões internas e aberrações crromáticas, e é igualmente desaconselhada para telescópios rápidos. Tal como o design acima estas oculares são de evitar.

Kellner

Inventada por Carl Kellner em 1849, são também chamadas Ramsden acromáticas (AR) ou Acromáticas Modificadas (MA). A lente do olho simples é substituída por uma lente cimentada dupla que reduz grandemente as aberrações dos designs anteriores. Têm a cor bem corrigida e são bastante corrigidas até à extremidade. O xeu campo de visão aparente vai de 40 graus a 45 graus, e á partida já é uma ocular decente para os diversos tipos de observação. O afastamento do olho é bom para distâncias focais grandes (14 e acima), diminuindo bastante nas oculares inferiores a 10mm. Se não tiverem tratamentos adequados é frequente ver "fantasmas" nas imagens, especialmente de objectos brilhantes como os planetas. Esta ocular é um bom compromisso para o preço (o mais barato) especialmente nas distâncias focais entre 10mm e 20mm.

RKE

Este design é uma variação moderna da Kellner, efectuada por David Rank, que inverteu a posição das lentes e optimizou a lente cimentada de modo a melhorar a Kellner em quase todos os aspectos. As suas características são comparáveis ao próximo design. Têm um campo aparente de 45 graus e apresentam um bom contraste e definição. Boa ocular para todos os telescópios.

Ortoscópica

A ocular ortoscópica foi introduzida em 1880 por Ernst Abbe, e desde então foram já feitas dezenas de variações. É constituída por um tripleto de lentes e uma lente de olho plano-convexa. Esta combinação resulta na ocular perfeita sem qualquer aberração cromática ou esférica, embora possa ter "fantasmas" em objectos brilhantes e alguma curvatura de campo. Devido ao facto de serem apenas 4 lentes a transmissão de luz é muito boa e a imagem é muito contrastada (fundo escuro), especialmente se for um "orto" com tratamentos. O seu campo aparente varia entres os 40 e 50 graus, e o afastamento de pupila é generoso nas distâncias focais médias (12,5mm e acima). Esta é uma ocular "especialista" sendo muito utilizada actualmente para observação de planetas e chega até a ser preferida às oculares de luxo com mais elementos óptios, devido ao seu preço (relativamente baixo) e ao contraste e transmissão muito alto devido à sua simplicidade. Esta ocular é excelente para todos os telescópios.

Erfle

Este design foi o que deu origem às grande-angulares modernas (+65 graus), e foi desenvolvida em 1917 para binóculos de observação militares. São constiuídas por 5 ou 6 elementos: 2 acromáticas e uma convexa (como na figura) ou 3 acromáticas e proporcionam um campo aparente de 60 a 75 graus. Nas baixas amplificações mostram imagens impressivas. Este design apresenta algum astigmatismo na extremidades da imagem, não sendo aconselhada para observar a Lua ou planetas. São oculares raras de encontrar.

Plossl

Inventada em 1860 por G.S. Plossl e é constituída por um par de doublets sendo também chamada de assimétrica. Esta ocular pode-se considerar um ortoscópica com com mais campo aparente que pode ir de 45 a 60 graus, mais afastamento da pupila de saída, sendo igualmente corrigida para aberração cromática. É uma ocular para todo o serviço, é adequada a todo o tipo de telescópios e tem um excelente relação custo/qualidade. Todos os fabricantes neste momento oferecem plossl e por vezes até em várias gamas. A qualidade é dependende do facto de ter ou não multi-tratamento, rosca para filtros, guarda para os olhos,caixa de armazenamento entre outros aspectos, geralmente a mais cara é melhor. Indispensável e inevitável em qualquer caixinha de acessórios. Geralmente é fornecida um ou duas destas oculares em telescópios de custo mediano (+80 contos).

Barlow

A barlow não é uma ocular, mas sim antes um acessório de ocular. Foi inventada por Peter Barlow em 1834 que descobriu que colocar uma lente negativa entre uma ocular e o foco primário resulta no aumento da distância focal e consequentemente da amplificação. O coeficiente de amplificação pode ir 1.8x até às 3x. Existem várias vantagens em ter uma barlow de qualidade: As oculares duplicam :) pois permite uma ocular ser utilizada com duas magnificações diferentes com pouca perca de características; o afastamento do olho mantém-se o que é bom para os designs que o têm bastante pequeno nas distâncias focais mais curtas, e pode tornar utilizável algumas oculares em telescópios muito rápidos (f/4 a f/6), reduzindo defeitos nas extremidades do campo de visão. É um acessório importante para todo o astrónomo.

Características desejáveis

Como em todos os instrumentos ópticos, a qualidade e quantidade de tratamentos é importante para o resultado final. É preferível sempre uma ocular com multi-tratamento especiamente nas lentes expostas ao ar. Os tratamentos permitem uma melhor transmissão e evitam os reflexos interiores e exteriores. Outra característica importante é de ter guardas de olho, pois evitam que luzes parasitas se intrometam na imagem, o que se torna desejável quando se está a observar em locais urbanos ou suburbanos, o isolamento do olho das luzes parasitas aumenta o contraste que é muito importante na observação de objectos difusos ou muito ténues. A rosca para filtros embora menos importante, é conveniente que a ocular a possua. E finalmente para um bom conforto geral e minimização de cansaço de observação é bastante aconselhável ter um bom afastamento (14 a 20mm) de pupila.

EUA lançam novo telescópio para procurar alienígenas

m observatório americano lançou ontem um novo telescópio construído especialmente para capturar possíveis sinais de luz transmitidos à Terra por extraterrestres. O equipamento é o primeiro a ser desenvolvido apenas para vasculhar o céu por luz emitida por alienígenas. Ele é capaz de cobrir uma área 100 mil vezes maior do que o aparelho atualmente em uso para procurar vida fora da Terra.

"O lançamento deste telescópio representa um destes raros momentos em que o esforço de pesquisa científica dá um salto à frente", disse Bruce Betts, diretor do projeto na Planetary Society, grupo que defende a exploração espacial e financiou o desenvolvimento do telescópio.

"Enviar sinais de laser através do cosmos seria uma forma bastante lógica de um ET se comunicar, mas até agora nós não tínhamos equipamentos para receber tais sinais", disse. Pesquisadores acreditam que civilizações alienígenas provavelmente usam sinais de luz para fazer transmissões de rádio. A luz visível pode formar densos raios e poderia potencialmente enviar informações com mais eficiência, disse Betts.

O telescópio foi construído no Smithsonian Center, na Universidade de Harvard, onde a Planetary Society, que não tem fins lucrativos, vem pesquisando as profundezas do espaço.

O novo telescópio pode processar em um segundo o equivalente a todos os livros já impressos. Ao analisar o céu, ele usa um tipo de câmera que detecta flashes de luz que duram até um biolionésimo de segundo. "Nós estamos evoluindo da observação de umas poucas estrelas para uma pesquisa de todo o céu. Em um ano, teremos analisado todo o hemisfério Norte", projeta Betts.

O telescópio custou cerca de US$ 400 mil para ser construído, muito menos do que um equipamento semelhante para pesquisas tradicionais. Betts disse que o barateamento ocorreu porque este equipamento não precisa ser tão sensível quanto os outros. [Terra]

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Minha primeira vez

Pois bem, me primeiro telescópio chegou a algumas horas atrás , e eu, ansioso para monta-lo, li rapidamente o manual de montagem e retirei todas as peças das muitas caixas que vieram embalando meu equipamento.
Meu primeiro telescópio

Entre muitas peças e lentes veio uma que me chamou a atenção, era o 2x BARLOW (ainda não sei direito para que serve, rs...). Percebi que os dois lados da peça estavam tampados por tampas protetoras. Retirei as tampas e retirei também uma das lentes. Após uma rápida analise montei novamente.

Após o Telescópio montado comecei a rastrear o céu a procura de uma estrela que eu pudesse observar. Escolhi uma a olho nú e tentei observa-la. Descobri que é um trabalho árduo focalizar uma simples estrelinha em um telescópio. Pois bem, consegui, e para a minha frustração ela não me parecia muito maior ou melhor de se observar do que a olho nú. Passei minha noite toda observando aquela estrela tão pequena quanto a via no buscador.

Bem, tendo que acordar cedo, desmontei o equipamento e ao observar o 2x BORLOW e para a minha surpresa descobri que havia invertido uma das lentes desta peça.

Estou frustrado por passar a noite inteira observando o céu com uma lente ao contrario, rs... Bem, amanhã acredito que minhas buscas serão pouco melhores.

Esta foi minha primeira experiência com meu primeiro telescópio. ;)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Escolhendo um telescópio

Tenho lido alguma coisa sobre a escolha de um bom telescópio para astrônomos de fim de semana, resolvi escrever sobre o assunto. Infelizmente quando comprei o meu telescópio não tinha muita noção do que estava fazendo, não que esteja arrependido da minha escolha (acho que dei sorte), mas para que ninguém precise contar com a sorte ai vai algumas dicas. Antes de mais nada, é importante que você leia o artigo:
Meu primeiro telescópio .


Muitos astrônomos com mais fins de semana de pratica dizem que um bom binóculo perfaz um excelente "primeiro telescópio", então se você já tem um binóculo, comece por ai.


Uma boa dica, evite os telescópios com a seguinte inscrição: "Aumenta 475x !!!", ou similar. O importante para nós não é a quantidade de vezes que que se aumenta, não anunciado desta forma. Olhe o que diz um amigo sobre o assunto: "...Desconfie de qualquer telescópio anunciado pelo alto poder de aumento. Se você vir um 60mm sendo anunciado numa loja de departamentos como "Aumenta 475x !!!", quer dizer que o fabricante acha que você é ignorante e ingênuo. Com esta atitude eles também tentam esconder varias outras deficiências do equipamento. Uma ênfase exagerada no alto aumento é certeza de que o equipamento na verdade é um lixoscopio de brinquedo. ..."


A característica mais importante de um telescópio é a abertura, isto é, o diâmetro da lente principal ou do espelho. A abertura determina o brilho e a definição de tudo o que você irá' observar. Um telescópio de 70mm nunca poderá mostrar estrelas mais apagadas, ou detalhes num planeta como fará um telescópio de 150mm bem feito. Um 150mm, por sua vez, jamais poderá' competir com um bom 250mm. Mas então você diria que é fácil escolher um telescópio, quanto maior a abertura da lente melhor, ou mais adequado seria. Acho que esse pensamento não esta tão certo, se o telescópio for muito pesado ou de difícil montagem, provavelmente você tão vai tirar da caixa nem aos finais de semana.


Outro fator a se considerar são as relações focais f/(^), em geral quanto maior a relação focal melhor. Relações menores que f/6 ou f/5 exigem que o espelho secundário seja relativamente grande, e isto reduz um pouco a nitidez da imagem. As distorções se tornam mais aparentes próxima a borda do campo de visão, e todo o sistema ótico é muito mais sensível a pequenos desalinhamentos. Um espelho de relação focal baixa é difícil de fazer com alta qualidade. Também, com uma relação f/ baixa você tem que usar oculares melhores e mais caras para conseguir imagens nítidas em qualquer lugar exceto no centro do campo visão. Por todas estas razõs um refletor com f/4 quase nunca vai conseguir o mesmo desempenho de um refletor f/8 bem feito.


Leia o artigo para saber algumas vantagens e desvantagens dos Refletores e Refratores:


Diferenças entre telescópios Refletores e Refratores



Encerro minhas considerações com a especificação da SAF (Société Astronomique de France) do perfil para o padrão de um telescópio amador.


Será um refletor: Muito mais fácil de se construir, e muito menor do que os refratores de igual diâmetro.

Será um Newtoniano: Muito mais fácil para o iniciante e muito mais barato do que o Cassegrain, pois o alinhamento dos espelhos será mais fácil para o Newtoniano.

Será de 15 cm ou 20 cm: É um bom compromisso entre o poder de resolução, magnitude limite e facilidade de construção.

Será de F/6 a F/8: É uma boa relação focal para o iniciante, pois permite observar desde planetas até os aglomerados, além disso o tubo do telescópio fica relativamente pequeno. Para um telescópio de 15 cm de diâmetro e F/6, teremos um tubo de 90cm.

Será uma montagem altazimutal: Aqui eu considerarei que o iniciante não pretenderá fazer astrofotografias, e que para uma observação visual, ele poderá se virar razoavelmente bem, sem precisar do acompanhamento sideral, e a baixo custo. Neste caso ele poderá optar em fazer uma montagem Dobsoniana.

Diferenças entre telescópios Refletores e Refratores


Refrator



As vantagens do Refrator são as seguintes:

Estabilidade da imagem: Em geral a imagem do refrator é mais estável, pois o seu tubo é fechado, não tendo diferença de ar dentro do tubo.

Estabilidade na distância focal: Devido ao fato de estar em um tubo fechado, não há muitas mudanças da qualidade da imagem no decorrer da observação e portanto a distância focal tende a ficar fixa. Isto é bom para medidas micrométricas e fotográficas durante a noite toda.

Redução dos efeitos de deformação: A flexão e expansão da objetiva é muito menor devido às diferenças de temperaturas durante a noite do que nos espelhos, portanto a qualidade da imagem tende a ser melhor.

Manutenção mínima: As objetivas são permanentes, desde que bem usadas. No caso dos espelhos, não, pois eles precisam de uma manutenção permanente. A aluminização tende a ficar desgastada com o passar do tempo e em grandes observatórios, a aluminização é feita anualmente. Então, num pequeno refrator, digamos, 60mm ou 80mm, a objetiva tende a ficar intacta e imóvel durante anos. Ao contrário, o refletor, com o simples carregamento inadequado já pode desalinhar todo o sistema óptico, aliás a maioria dos instrumentos refletores que eu vi, que foram utilizados pra baixo e pra cima, se desalinharam. O refrator não.


As desvantagens do Refrator são as seguintes:

Acromatismo imperfeito: Assumindo uma objetiva que foi desenvolvida para a observação visual, ou para a radiação do comprimento de onda amarelo, onde o olho é relativamente mais sensível, ou seja este comprimento de onda converge em um foco específico. A radiação dos outros comprimentos de onda, especialmente os curtos (violeta), converge em diferentes focos. Então, este instrumento faz uma seleção para o amarelo (ou seja o cromatismo). A melhor maneira de se corrigir isso introduz outras desvantagens, ele requer uma superfície altamente curva e um terceiro elemento óptico na objetiva, que são difíceis de serem confeccionados e caríssimos, triplicando o preço do instrumental, são os famosos tripletos apocromáticos, que são de excelente qualidade, mas a um altíssimo custo.

Dimensões inconvenientes: A fim de se reduzir o cromatismo dos refratores, precisamos fazer distâncias focais muito longas, de 15 a 20 vezes o tamanho da abertura óptica. Para uma objetiva de 20cm teremos tubos de 3 a 4 metros de comprimento, o que se torna inviável para o amador. O telescópio se torna pesado e caro. O refrator do Observatório de São Carlos (CDA) com 20 cm de objetiva e 3 metros de distância focal, é uma beleza histórica.

Dificuldade na construção: Os vidros usados nas objetivas precisam ser de excelente qualidade óptica, e poucos ópticos se aventuram a fazê-los. Isto se torna muito caro para refratores acima de 15cm.

Alto custo: Em geral as boas objetivas saem de 4 a 10 vezes mais caras que o equivalente espelho refletor, e este investimento não pode ser justificado para um principiante. Se você pretende ter um refrator de 20cm, o que para um refletor é facilmente viável, então terá que pensar no tubo, que vai ser longo e pesado, na montagem que começa a ser grande e também pesada, no acompanhamento sideral de todo este conjunto, e no abrigo do instrumental, e você terá que dispensar muito dinheiro.


Refletor


As vantagens do Refletor são as seguintes:

Acromatismo perfeito: O comprimento focal é totalmente idêntico para todos os comprimentos de onda. A refletância do espelho é muito alta e uniforme para todo o espectro visível.

Dimensões pequenas: O tubo é bem menor, em um fator de dois comparados aos refratores de igual abertura. Aqui a montagem se torna mais estável, a instalação mais simples, e o movimento do tubo é controlado mais facilmente. Principalmente quando se trata dos Cassegrains.

Baixo custo: O amador pode ter um refletor de 10 a 20 cm a baixo custo, ou mesmo pode se empenhar em fazer o seu próprio espelho e instrumento. Para amadores que possuem telescópios refletores de 30 a 60cm, o mesmo seria totalmente inviável para os refratores do mesmo porte.


As desvantagens do Refletor são as seguintes:

Obstrução do feixe de luz pelo espelho secundário: Perda de luz atribuida ao espelho secundário é em geral sem importância, contudo, a obstrução do suporte (aranha), pode alterar a figura de difração. Assumindo um espelho secundário de 1/4 do diâmetro do espelho primário, a intensidade do primeiro anel de difração pode ser reduzida em até 15 %. Além disso, os suportes que prendem o espelho secundário podem produzir vários feixes de luz (linhas brilhantes radiantes) em torno de uma estrela brilhante. A mudança no desenho de difração não pode ser negligenciada, especialmente na observação de planetas. Há astrônomos que reduzem o secundário em até 1/8 do tamanho do primário para minimizar o efeito de difração e assim poder usá-lo na observação de planetas. É por isso que os refratores são mais bem sucedidos para a observação planetária.

Campo reduzido: O telescópio refletor clássico tem uma perfeita imagem somente em um eixo. Para um trabalho visual o campo do telescópio as vezes não é suficientemente grande.

Tipos de oculares requeridas: Para um espelho menor do que F/6, uma ocular de curta distância focal (ocular de 8mm) terá que ser usada para se obter uma maior ampliação. Contudo, a imagem boa está reduzida a um eixo muito extreito do campo e para uma melhor performace óptica (neste aumento) teremos que ter oculares ortoscópicas, que são muito caras. Em geral esses telescópios são usados com pouco aumento (oculares de 30 a 40mm) e para observar aglomerados de estrelas, nebulosas, núcleos de cometas, para planetas recomenda-se refratores.

Efeito de convexão (turbilhamento de ar no telescópio): Isto é muito sério, podendo ser a maior desvantagem em algumas áreas de observação. A convexão dentro do tubo é muito difícil de ser eliminada completamente. Se o telescópio está em um abrigo, recomenda-se a abertura deste abrigo até uma hora antes da observação para o equilíbrio térmico. Com o refletor é mais difícil de ver a imagem ideal de difração da estrela do que com um refrator de igual diâmetro. A observação de planetas é muito mais difícil porque o momento de visibilidade ótima e tranqüila é pouco freqüente, e quanto maior o diâmetro do refletor, maiores serão as imperfeições sentidas nas imagens. Por isso, para a observação de planetas que é acessível a refletores de 20cm, podem ser melhores observados do que com os de 40 ou 60 cm, nessas condições. Contudo, o que pode ser feito é fechar o telescópio hermeticamente, para reduzir este efeito. Há uma série de telescópios no mercado, de 20 a 40cm, que estão sendo confeccionados em tubos fechados com uma lente paralela na boca, são os Schmidt-Cassegrain (Figura 3b). Além disso os seus espelhos terão uma maior durabilidade.

Efeito de distorção dos espelhos: Distorções térmicas e mecânicas podem introduzir a aberração esférica. Mas, isto é mais sensível para telescópios de maior porte. Telescópios de até 25cm isto é quase desprezível.

Aluminização: Se o espelho for prateado e usado sem nenhuma proteção, ele terá que ser reprateado a cada seis meses. Porém, o mais comum e mais barato é a aluminização do espelho, que elimina este inconveniente. Uma aluminização bem feita pode durar até 5 anos, mantendo a alta refletividade em todo este período. No maior observatório do País, o LNA, é feita a aluminização a cada ano em todos os três telescópios (1,60m e dois de 0.60m).

Efeito da Umidade: No decorrer da noite o telescópio fica sucetível ao sereno e ao orvalho da noite. Em geral, os refletores tendem a ficar com os tubos e espelhos molhados, e isto não pode acontecer de jeito nenhum, pois se você deixar o espelho úmido, molhado, este produzirá manchas e prejudicará sua qualidade, e dificilmente você conseguirá remover estas manchas, podendo até estragar a aluminização. No caso dos refratores, estes também ficam úmidos, porém a sua limpeza é muito mais fácil, e com cuidado, você não terá maiores problemas. Às vezes, os amadores usam uma cinta ao redor dos tubos dos refletores, esta cinta tem uma resistência que aquece a boca do instrumental a fim de minimizar o orvalho no tubo e no espelho.