segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Cientistas descobrem capa de plasma quente que envolve a Terra

capa plasma quente
Cientistas descobriram na atmosfera uma capa de plasma quente que cobre a Terra. Ela é parte da magnetosfera da Terra, a camada que nos protege contra os ventos solares e radiação.

A capa de plasma quente foi descoberta pelo professor de física Rick Chappell, da Universidade Vanderbilt, nos EUA. Ele e seus colegas deduziram a existência da capa de plasma depois de observar o "ciclo natural de energização" que acelera os íons pouco energéticos na atmosfera da Terra a níveis de energia mais altos encontrados na magnetosfera.

A capa de plasma quente se origina no lado noturno do planeta e atravessa para o lado diurno, afirmam os pesquisadores. Quando a capa atinge o lado do planeta que está passando pela tarde ela se dissipa. Por causa disso ela cobre apenas 3/4 da Terra.

A capa de plasma é formada por partículas de baixa energia que são elevadas em direção ao espaço através dos pólos, carregadas pela cauda magnética da Terra e são viradas 180o por um giro do campo gravitacional. Em seguida as partículas vão novamente em direção à Terra para a região chamada de lençol de plasma.

A descoberta se baseia em simulações feitas por um software que prevê o caminho das partículas na atmosfera terrestre através de um modelo matemático.

Rick disse: "A capa de plasma era uma coisa muito vaga que ficava no pano de fundo cujo não tínhamos informações suficientes para fazer se destacar. Quando conseguimos informações suficientes, lá estava ela!"

Rick e seus colegas utilizaram observações de satélites para medir as propriedades dos íons em diferentes locais da magnetosfera. Quando estas observações foram aplicadas ao software com o modelo matemático foi descoberta a capa de plasma. [Space.com] [Fontes]

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Missão da Nasa em Marte é declarada morta

phoenix lander

A Nasa já não consegue se comunicar com a sonda Phoenix Lander, que está na superfície de Marte, desde domingo, dia 2 de novembro, quando ocorreu uma breve comunicação com a Terra.

A sonda, que aterrissou no planeta vermelho em maio, esteve lutando contra o inverno marciano e a escuridão.

A Agência Espacial permanecerá tentando efetuar contato, mas não espera resposta. Barry Goldstein, gerente do projeto da missão Phoenix disse que estão encerrando as operações.

A sonda foi lançada em agosto de 2007 e alcançou o Pólo Norte gelado de Marte dia 25 de maio de 2008. Ao final de outubro a sonda já havia ultrapassado a sua expectativa de vida em dois meses.

A sua principal missão foi encontrar água, o que conseguiu, e estudar a superfície do planeta para verificar se ele será capaz de suportar vida. A Phoenix analisou partículas de gelo na superfície do planeta e descobriu que o pó marciano é similar à água do mar da Terra.

Especialistas afirmaram que tais descobertas aumentam o corpo de evidências que indica que já houve água em forma líquida na superfície do planeta e ela talvez tenha conseguido suportar vida. [BBC] [Fontes]

domingo, 9 de novembro de 2008

Estranho portal conecta Terra ao Sol

portal terra e sol
Portais magnéticos se abrem aproximadamente a cada oito minutos para conectar nosso planeta com o Sol.

Quando o portal se abre, cargas de partículas altamente energéticas podem viajar 150 milhões de km através da passagem, de acordo com cientistas espaciais.

O fenômeno recebeu o nome "evento de transferência de fluxo" ou FTE (de flux transfer event, em inglês). Ele é real e ocorre com o dobro da freqüência que qualquer pessoa poderia imaginar. "Dez anos atrás eu tinha certeza que eles não existiam, mas agora a evidência é irrefutável", disse o astrofísico estadunidense David Sibeck.

Explosões dinâmicas

Os pesquisadores já sabiam que a Terra e o Sol deveriam estar conectados. Por exemplo, partículas solares incidem na Terra constantemente por causa do vento solar e freqüentemente seguem as linhas do campo magnético que conectam a atmosfera do Sol com a terra firme. As linhas do campo permitem que as partículas penetrem a magnetosfera da Terra; o escudo magnético que envolve nosso planeta.

Uma das hipóteses sobre a formação do evento é que o lado da Terra que está de frente para o Sol pressiona o campo magnético da Terra contra o campo magnético do Sol. E a cada oito minutos os dois campos se conectam brevemente, formando um portal através do qual as partículas podem fluir. O portal toma a forma de um cilindro magnético com a largura da Terra.

Mais de um FTE podem se abrir em um mesmo momento e eles ficam abertos entre 15 e 20 minutos. Algumas medições foram feitas com sondas da Agência Espacial Européia e da NASA que voaram através destes cilindros e nas suas bordas. Apesar das sondas terem conseguido medir a largura de um FTE o seu comprimento ainda é incerto. Mas uma medida preliminar concluiu que teria mais de 5 raios da Terra (um raio da Terra tem cerca de 6.400 km).

O astrofísico Jimmy Raeder, da Universidade de New Hampshire, nos EUA, criou uma simulação computadorizada com estes dados e concluiu que os portais FTE cilíndricos tendem a se formar sobre o equador até que em dezembro eles deslizam sobre o Pólo Norte. Em julho eles deslizariam sobre o Pólo Sul.

Parece também que existem fluxos ativos e passivos o que faz com que ocorram com o dobro da freqüência que se pensava antes.

Os fluxos ativos permitem que as partículas passem com facilidade, formando dutos de energia importantes para a magnetosfera da Terra e os cilindros passivos ofereceriam mais resistência para as partículas que transitam.

Os cientistas ainda estão empenhados em descobrir porque os portais se abrem a cada oito minutos e como os campos magnéticos no seu interior se torcem e enrolam. [LiveScience] [Fontes]

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Encostas marcianas mostram evidência de água

água em marte
O que criou essa imensa encosta marciana? Será que gigantescas cachoeiras escorriam através de seus canais? A queda de quatro quilômetros desta alta encosta, que rodeia Echos Chasma, próximo a uma impressionante cratera de impacto, foi esculpida por água ou lava.

Uma das mais importantes hipóteses é que Echus Chasma, com 100 km de comprimento e 10 de largura, foi um dia uma das maiores fontes de água em Marte. Se isso for mesmo verdade, a água que havia ali passou pela superfície marciana entalhando os impressionantes Kasei Valleys, que se estendem por 3 mil km ao norte.

Mesmo que seja verdade que tenha havido água ali, parece que houve um fluxo de lava, o que criou uma superfície extraordinariamente lisa.

A imagem acima foi feita pela sonda especial Mars Express, que está orbitando o planeta vermelho.

Fotos de Encélado em closeup

ENCÉLADO
Encélado, um satélite natural de Saturno, foi fotografado a meros 25 km de distância pela sonda Cassini da NASA.

Apesar da lua ter apenas 500 km de diâmetro é muito ativa emitindo calor do seu interno, agitando sua superfície e ejetando partículas microscópicas de gelo na órbita de Saturno através do criovulcanismo.

A sonda Cassini já orbita Saturno a 4 anos e mostrou algumas fotos incríveis da pequena Encélado, que podem ser vistas no site Big Picture. [Fontes]

Nebulosa Cabeça de Bruxa

nebulosa

A nebulosa Cabeça de Bruxa é um sinistro nome para uma belíssima visão como você pode ver nessa imagem feita por telescópio que dá a impressão que a bruxa está olhando fixamente na estrela super-gigante Rigel, da constelação de Orion.

A nuvem de poeira cósmica que forma a cabeça de bruxa se espalha por 50 anos-luz e reflete a luz azulada de Rigel o que a torna uma nebulosa reflexiva.

Apesar do obscuro nome popular a nebulosa é catalogada pelo nome IC 2118 e está a mil anos-luz de distância.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Astrônoma amadora descobre misterioso 'fantasma cósmico' na Holanda

Divulgação

Uma professora holandesa do ensino fundamental que também é astrônoma amadora descobriu um objeto que está sendo chamado de "fantasma cósmico" -- uma forma estranha e gasosa com um buraco no meio que pode representar uma nova classe de objeto astronômico.


Hanny van Arkel encontrou o bizarro objeto ao trabalhar como voluntária no projeto Galaxy Zoo, que pede a ajuda do público para classificar galáxias na web. "No começo, eu não tinha a menor idéia do que era aquilo. Poderia estar no nosso Sistema Solar ou nas fronteiras do Universo", afirmou em comunicado oficial o astrofísico Kevin Schawinski, da Universidade Yale e da equipe do Galaxy Zoo.

O achado, apelidado de "Hanny's Voorwerp" (objeto de Hanny, em holandês), logo atraiu os telescópios dos cientistas. "O que vimos era realmente um mistério. O Voorwerp não continha nenhuma estrela", diz Schawinski. Feito inteiramente de gás muito quente, o objeto verde e fantasmagórico é iluminado por um resto de luz da galáxia IC 2497, que fica ali perto.

Luz do passado

"Achamos que, no passado recente, essa galáxia abrigou um quasar extremamente brilhante", afirma o astrônomo. Ele disse que a luz vinda do passado ainda ilumina o objeto-fantasma, embora o quasar tenha desaparecido há uns 100 mil anos e o buraco negro da galáxia esteja silencioso. "É esse eco de luz que foi congelado no tempo e nos permitiu essa observação", diz Chris Lintott, da Universidade Oxford, que também é um dos organizadores do Galaxy Zoo.

Os pesquisadores devem usar em breve o Telescópio Espacial Hubble para examinar melhor o objeto. "É incrível que essa coisa esteja armazenada nos arquivos há décadas, e que voluntários amadores possam ajudar a achar objetos como esse na web", disse Arkel em comunicado oficial. Mais de 150 mil astrônomos amadores do mundo todo participam do Galaxy Zoo. [Fontes]

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Encostas marcianas mostram evidência de água

água em marte
O que criou essa imensa encosta marciana? Será que gigantescas cachoeiras escorriam através de seus canais?
A queda de quatro quilômetros desta alta encosta, que rodeia Echos Chasma, próximo a uma impressionante cratera de impacto, foi esculpida por água ou lava.

Uma das mais importantes hipóteses é que Echus Chasma, com 100 km de comprimento e 10 de largura, foi um dia uma das maiores fontes de água em Marte. Se isso for mesmo verdade, a água que havia ali passou pela superfície marciana entalhando os impressionantes Kasei Valleys, que se estendem por 3 mil km ao norte.

Mesmo que seja verdade que tenha havido água ali, parece que houve um fluxo de lava, o que criou uma superfície extraordinariamente lisa.

A imagem acima foi feita pela sonda especial Mars Express, que está orbitando o planeta vermelho. [Fontes]

quarta-feira, 16 de julho de 2008

A estonteante Nebulosa Lagoa é uma maternidade estrelar

Lagoon Nebula
Esta belíssima nuvem cósmica é uma parada popular em tours telescópicos pela constelação de Sagitário. Ela também é conhecida como a nebulosa M8 de Charles Messier, que a descobriu no século 18. Os astrônomos a conhecem como uma maternidade estrelar ativa, que está a uma distância de cerca de 5 mil anos-luz, na direção do centro de nossa Via Láctea.

Esta incrível imagem foi processada para remover as estrelas e assim revelar melhor a abrangência dos brilhantes filamentos de gás hidrogênio, nuvens escuras de pó, e a brilhante e turbulenta região da ampulheta, próxima ao centro da imagem.

Esta imagem colorida composta foi gerada sob os negros céus próximos de Sidney, Austrália. De acordo com a distância estimada da nebulosa, ela deve se estender por cerca de 50 anos-luz (a distância percorrida pela luz durante 50 anos). [Fontes]

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Galáxia espiral similar à nossa Via Láctea

Galáxia Espiral NGC 7331
Esta grande e belíssima galáxia em espiral NGC 7331 é considerada similar a nossa própria Via Láctea. Ela está a cerca de 50 milhões de anos-luz de distância na constelação de Pegasus.

Como a galáxia está inclinada com relação a nossa linha de vista, as longas exposições de telescópios geralmente resultam em uma imagem que evoca uma grande sensação de profundidade. O efeito é ampliado pelas galáxias que estão além deste magnífico farol galáctico descoberto por William Herschel em 1784. Este conjunto de galáxias que podemos ver aqui é conhecido como o Grupo Deer Lick. [Fonte]

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Horizonte de eventos

O Horizonte de Eventos é uma fronteira imaginária ao redor de um buraco negro a partir da qual a força da gravidade é tão forte que nada lhe escapa, nem a própria luz.

Na Teoria da Relatividade, horizonte de eventos é um termo utilizado para as fronteiras do espaço-tempo, definido de acordo com um ponto observador, de onde os eventos não podem interagir com o mesmo. Luz emitida de um lado do horizonte nunca chega ao observador, bem como tudo que cruza o horizonte nunca mais é visto. Um buraco negro é cercado por um horizonte de eventos, por exemplo. O universo observável, como o nome já diz, é o universo que podemos observar e que se expande a um segundo luz por segundo desde o big-bang há bilhões de anos atrás. [Fontes]

Como detectamos os buracos negros?

Embora não possamos ver os buracos negros, podemos detectar ou adivinhar a presença de um, medindo seus efeitos sobre os objetos ao seu redor. Alguns destes efeitos são:
  • estimativas da massa dos objetos orbitando um buraco negro ou indo em espiral para dentro do núcleo
  • efeitos de lente gravitacional
  • radiação emitida
Massa
Muitos buracos negros têm objetos em torno deles e, observando o comportamento destes objetos, podemos detectar a presença de um buraco negro. Usamos as medidas do movimento dos objetos ao redor de um suposto buraco negro para calcular sua massa.

O que se procura é uma estrela ou disco de gás que se comporte como se estivesse próximo de uma grande massa. Se uma estrela ou disco de gás visível tem um movimento "vibrante" ou rotatório sem uma razão visível e isso tem um efeito que parece ser causado por um objeto com uma massa maior do que três massas solares (grande demais para ser uma estrela de nêutrons), é possível que um buraco negro esteja causando o movimento. Avalia-se então a massa do buraco negro observando-se o efeito que ele exerce no objeto visível.

No centro da galáxia NGC 4261, por exemplo, há um disco marrom giratório, em forma de espiral. O disco tem o tamanho aproximado do nosso sistema solar, mas pesa 1,2 bilhões de vezes mais do que o sol. Uma massa tão imensa para um disco, poderia indicar que há um buraco negro no seu interior.


Imagem cedida pela NASA/Space Telescope Science Institute
Crédito: L. Ferrarese (Johns Hopkins University) e NASA

Imagem do telescópio espacial Hubble do centro da galáxia NGC 4261

Lente gravitacional
A teoria geral da relatividade de Einstein previu que a gravidade poderia curvar o espaço. Isso foi confirmado mais tarde durante um eclipse solar, quando a posição de uma estrela foi medida antes, durante e depois do eclipse. A posição da estrela mudou porque a luz proveniente dela foi curvada pela gravidade do sol. Portanto, um objeto com imensa gravidade como uma galáxia ou um buraco negro entre a Terra e um objeto distante, poderia curvar a luz proveniente do objeto distante para dentro de um foco, semelhante ao que faz uma lente. Esse efeito pode ser visto na imagem abaixo.


Imagem cedida pela NASA/Space Telescope Science Institute
Crédito: NASA e Dave Bennett (University of Notre Dame)

Essas imagens mostram o brilho da galáxia MACHO-96-BL5, proveniente de telescópios instalados na terra (esquerda) e do telescópio espacial Hubble (direita)

Na imagem acima, o aumento do brilho da galáxia MACHO-96-BL5 aconteceu quando uma lente gravitacional passou entre ela e a Terra. Quando o telescópio espacial Hubble olhou para o objeto, viu duas imagens do objeto próximas entre si, o que indicou um efeito de lente gravitacional. O objeto que havia entre eles não foi visto. Portanto, concluiu-se que era um buraco negro passando entre a Terra e o objeto.

Radiação emitida
Quando a matéria cai dentro de um buraco negro proveniente de uma estrela que o acompanha, ela se aquece em milhões de graus Kelvin e é acelerada. A matéria superaquecida emite raios-x, que podem ser detectados por telescópios orbitais, como o Chandra X-ray Observatory (em inglês).


Imagem cedida por CXC/S.Lee
Representação gráfica de um buraco negro em um sistema binário, mostrando o disco de acreção em torno do buraco negro e a emissão de raios-x

A estrela Cygnus X-1 é uma fonte potente de raios-x, considerada uma boa candidata para buraco negro. Como na figura acima, os ventos estelares da estrela acompanhante HDE 226868, sopram matéria no disco de acreção ao redor do buraco negro. À medida que esse material cai dentro do buraco negro, emite raios-x, como observado nesta imagem:


Imagem cedida pela NASA/CXC
Imagem de raios-x da Cygnus X-1, obtida pelo Chandra X-ray Observatory

Além dos raios-x, os buracos negros podem também ejetar matéria em alta velocidade para formar jatos. Muitas galáxias têm sido observadas com tais jatos. Atualmente, acredita-se que essas galáxias contêm buracos negros supermassivos (bilhões de massas solares) em seus núcleos, que produzem jatos e também fortes emissões de rádio. Um exemplo é a galáxia M87 mostrada abaixo.


Imagem cedida pela NASA
Diagrama esquemático de um núcleo galáctico ativo com um buraco negro supermassivo em seu centro

Imagem cedida pela NASA/Space Telescope Science Institute
Crédito: NRAO, NSF, Associate Universities, Inc., NASA, e John Biretta (STScI/Johns Hopkins University)

As imagens à esquerda e abaixo são de um radiotelescópio terrestre mostrando o coração da galáxia M87. À direita, uma imagem visível proveniente do telescópio espacial Hubble. Observe o jato de matéria saindo da M87.

É importante lembrar que os buracos negros não são aspiradores de pó cósmicos, eles não consomem tudo. Embora não possamos vê-los, há evidências indiretas de que eles existem. Eles têm sido associados com viagens no tempo e buracos de minhoca (worm holes) e continuam sendo objetos fascinantes do universo.

Para mais informações sobre buracos negros e outros fenômenos do espaço, confira os links da próxima página. [Fontes]

Tipos de buracos negros

Há dois tipos de buracos negros:
  • Schwarzschild - buraco negro sem rotação
  • Kerr - buraco negro com rotação
O buraco negro de Schwarzschild é o mais simples, seu núcleo não gira. Esse tipo de buraco negro tem apenas uma singularidade e um horizonte de eventos.

O buraco negro de Kerr, provavelmente a forma mais comum na natureza, gira porque a estrela do qual foi formado estava girando. Quando a estrela em rotação entra em colapso, a rotação do núcleo é transferida ao buraco negro (conservação do momento angular). O buraco negro de Kerr é composto das seguintes partes:

  • singularidade - o núcleo colapsado;
  • horizonte de eventos - a abertura do buraco;
  • ergosfera - uma região de espaço distorcido de forma oval ao redor do horizonte de eventos. A distorção é causada pelo movimento rotatório do buraco negro que "arrasta" o espaço em torno dele;
  • limite estático - a fronteira entre a ergosfera e o espaço normal.

Imagem cedida pela NASA
Concepção artística de um buraco negro e seus arredores: o círculo escurecido é o horizonte de eventos e a região em forma oval é a ergosfera
Se um objeto passa para dentro da ergosfera, ele ainda pode ser ejetado do buraco negro, obtendo energia da rotação do buraco.

Contudo, se um objeto cruza o horizonte de eventos, é sugado para dentro do buraco negro e nunca mais escapa. O que acontece dentro do buraco negro é desconhecido. Mesmo as teorias atuais de física não se aplicam a uma singularidade.

Embora não possamos ver um buraco negro, ele tem três propriedades que podem ou poderiam ser medidas:

  • massa
  • carga elétrica
  • taxa de rotação (momentum angular)
Por enquanto, podemos apenas medir de forma confiável a massa do buraco negro através do movimento de outros objetos em torno dele. Se um buraco negro está ao lado de uma estrela ou disco de matéria, é possível medir o raio de rotação ou a velocidade da órbita do material em torno do buraco negro invisível. A massa do buraco negro pode ser calculada através do uso da Terceira Lei Modificada de Kepler do Movimento Planetário ou do movimento rotacional. [Fontes]

Sonda mostra estranha aparência em lua de Saturno

A misteriosa aparência de Jápeto, uma das luas de Saturno, que fascinou os astrônomos durante três séculos por sua imagem em preto e branco, sem tons de cinza, pode ter sido causada pelo derretimento de seu manto de gelo, informou hoje a Nasa.

O derretimento do seu manto de gelo poderia ser a causa da misteriosa aparência de Jápeto

O derretimento do seu manto de gelo poderia ser a causa da misteriosa aparência de Jápeto

A sonda espacial Cassini-Hyugens, que passou em setembro perto do satélite - descoberto por Giovanni Domenico Cassini em 1671 - enviou imagens da superfície de Jápeto com suas formações claramente diferenciadas entre o preto e o branco.

As imagens sugerem que a radiação do Sol derrete o gelo em um lado de Jápeto, o qual deixa a superfície escura dessa lua descoberta, enquanto que a outra metade conserva seu recobrimento com mistura de gelo, que reflete a luz.

Jápeto é o oitavo satélite mais distante de Saturno e o terceiro em tamanho, após Titã e Rea, com um diâmetro de cerca de 1.500 km. O satélite orbita Saturno a cada 79,33 dias, a uma distância média de 3,6 milhões de km.

A face "frontal" de Jápeto, ou seja, a que encara a direção de sua órbita, é vista escura como piche, enquanto que a face oposta aparece resplandecente como neve.

"Apesar de haver muitos detalhes que devemos esclarecer e compreender, achamos que agora sim entendemos a essência de por que Jápeto é visto desta forma", disse Carolyn Porco, que dirige a equipe de análise de imagens no Instituto de Ciências Espaciais em Boulder, Colorado.

Os astrônomos acham que a aparência de Jápeto se deve a um duplo processo. Em primeiro lugar, à medida que Jápeto orbita em torno de Saturno, sua "face frontal" recolhe uma magra camada de material escuro, pó que se desprende das luas exteriores, o qual acentua a absorção de luz solar.

À medida que a superfície escura se aquece, a taxa de evaporação aumenta até que finalmente toda a superfície de gelo nessa região se derrete. As observações feitas com raios infravermelhos com a Cassini confirmam que o material poeirento e escuro tem uma temperatura de 146ºC negativos, suficiente para que o vapor de água do gelo seja liberado.

Por sua vez, o vapor de água assim formado se condensa no lugar frio mais próximo, como em torno das regiões polares e nas áreas geladas em latitudes mais baixas, sobre o "lado de trás" da lua. Dessa maneira o material escuro perde sua mistura de gelo e torna-se ainda mais escuro enquanto que o material resplandecente acumula gelo e fica mais brilhante. [Fonte]

Phoenix - Fragmentos Brilhantes no Local de Pouso em Marte da Phoenix Deviam ser Gelo traduzido por Luis Gabriel

Pedaços de material brilhante do tamanho de dados desapareceram do interior de uma vala onde haviam sido fotografados pela sonda Phoenix há quatro dias atrás, convencendo os cientistas de que o material era gelo de água que vaporizou após a escvação tê-lo exposto.

"Isto tem que ser gelo," disse o Diretor de Investigação da Phoenix Peter Smith da Universidade do Arizona, em Tucson. "Aqueles pequenos fragmentos desapareceram por completo ao longo de alguns dias, esta é uma evidência perfeita que isto é gelo. Havia alguma dúvida se o material brilhante talvez não fosse sal. Sal não reage assim."

Os pedaços foram deixados no canto inferior esquerdo de uma vala informalmente conhecida como "Dodo-Goldilocks (Dodô-Cachinhos Dourados)" quando o braço robótico da Phoenix aumentou aquela vala em 15 de junho, durante o 20º dia marciano, ou sol, desde o pouso. Vários haviam desaparecido hoje quando a Phoenix olhou a vala de manhã cedo, em Sol 24.

Acima: Estas imagens coloridas foram obtidas pela câmera da Phoenix nos 21º e 25º dias da missão, ou Sol 20 e 24 (15 e 18 JUN 2008).

Créditos: NASA/JPL-Caltech, Universidade do Arizona e Texas A&M University

Também hoje cedo, cavando uma vala diferente, o braço robótico encontrou uma superfície dura que deixou os cientistas excitados com a perspectiva de encontrarem a seguir uma camada de gelo.

O time da Phoenix usou a quinta-feira para analisar novas imagens e dados retornados com sucesso pela sonda naquele dia pela manhã.

Estudando os achados iniciais da da nova vala "Branca de Neve 2", localizada à direita da "Branca de Neve 1", Ray Arvidson da Universidade Washington em Saint Louis, co-investigador do braço robótico, disse, "Cavamos uma vala e achamos uma camada dura na mesma profundidade que a camada de gelo foi encontrada na outra vala."

[Fontes]

Nasa: lua de Saturno tem mais petróleo que a Terra

A lua Titã de Saturno possui reservas de hidrocarbonetos superiores a todas as de petróleo e gás natural conhecidas na Terra, segundo observações realizadas pela sonda Cassini, informcou hoje o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.

Concepção artística da Nasa mostra como seriam as reservas de hidrocarbonetos na lua Titã
Concepção artística da Nasa mostra como seriam as reservas de hidrocarbonetos na lua Titã


Segundo cientistas do Laboratório de Físicas Aplicadas da Universidade de Johns Hopkins, esses hidrocarbonetos caem do céu e formam grandes depósitos em forma de lagos e dunas.

"Titã esta coberta por material que contém carbono. É uma gigantesca fábrica de materiais orgânicos", manifestou Ralph Lorenz, membro da equipe de cientistas que controla as operações do radar da Cassini no laboratório. "Estas enormes jazidas de carbono são uma importante janela para a geologia e a história meteorológica da lua Titã", acrescentou.

A temperatura média em Titã é de -179ºC e, em vez de água, sua superfície está coberta por hidrocarbonetos na forma de metano e etano. Até agora, a Cassini realizou uma prospecção de 20% da superfície da lua Titã, e foram observados centenas de lagos e mares.

Segundo a Nasa, cada uma das várias dúzias desses corpos "líquidos" contém mais hidrocarbonetos que todas as reservas de gás e petróleo conhecidas na Terra. Além disso, suas dunas contêm um volume de materiais orgânicos centenas de vezes maior que as reservas de carvão da Terra.

"Estes cálculos se baseiam nas observações dos lagos das regiões polares setentrionais. Acreditamos que no sul podem ser similares", assinalou Lorenz. A missão da Cassini é um projeto conjunto da Nasa, a Agência Espacial Européia e a Agência Espacial Italiana.

Antigo planeta Plutão agora é um "plutóide"

Depois de ser rebaixado em 2006 da condição de planeta, Plutão recebeu um prêmio de consolação - passou a ser chamado de "plutóide", a exemplo de outros planetas-anões.

Plutão e uma de suas luas, em imagem feita pelo Hubble
Plutão e uma de suas luas, em imagem feita pelo Hubble


O termo foi definido numa reunião em Oslo (Noruega) do comitê-executivo da União Astronômica Internacional, que tem entre suas atribuições a de batizar corpos celestes recém-descobertos.

Os plutóides serão definidos como corpos que orbitam o Sol além de Netuno. Precisam ter forma esférica e não podem ter varrido outros corpos menores de suas órbitas.

Até agora, dois corpos se encaixam nessa definição: Plutão e Eris, um planeta-anão cuja descoberta levou ao rebaixamento do antigo nono planeta. Os cientistas desconfiam que existam outros plutóides no Sistema Solar.

Outro planeta-anão, Ceres, não se encaixa na definição, porque fica aquém de Netuno (no cinturão de asteróides existente entre Marte e Júpiter). [Fonte]

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Colisão na infância definiu o futuro do planeta Marte, dizem cientistas

Pancada com objeto de 2.000 km de diâmetro explica características do planeta hoje.
"Cicatriz" do evento cataclísmico está preservada na forma de uma elipse de 10.000 km.
Foto: Divulgação

Marte nunca foi um planeta de muita sorte mesmo. Mas um episódio em particular no princípio de sua história pode ter marcado para sempre o destino daquele mundo. Cientistas acabam de confirmar que o planeta vermelho foi vítima de um impacto gigantesco -- de deixar aquele que matou os dinossauros no chinelo -- há cerca de 4 bilhões de anos.

A pancada deixou uma "cicatriz" imensa na superfície marciana, que só agora foi propriamente identificada pelos pesquisadores, de tão grande que era. É uma elipse de 10 mil quilômetros de largura, que só não foi identificada antes porque estava parcialmente camuflada pelo surgimento dos grandes vulcões marcianos por cima dela, numa etapa posterior da história do planeta.

A configuração da superfície marciana, na verdade, sempre foi um mistério. Os cientistas passaram muito tempo intrigados com a grande diferença de topografia dos hemisférios Norte e Sul do planeta. Enquanto o Norte parece liso, com a crosta mais fina, o Sul era muito mais acidentado, e a crosta muito mais espessa.

Mapeando essa diferença da forma mais acurada possível, o grupo de Jeffrey Andrews-Hanna, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), acaba de identificar a elipse-cicatriz e desfazer o mistério: o hemisfério Norte marciano foi vítima de um impacto gigante.

A pancada, do que se sabe nessa região do Sistema Solar, é a segunda maior de que se tem notícia. Maior que essa, só mesmo a que envolveu a Terra, no comecinho de sua história, quando um objeto mais ou menos do tamanho de Marte colidiu com o planeta em formação, dando origem à Lua. Mas a megapancada marciana foi a única que deixou traços na superfície para que identificássemos corretamente. "Impactos maiores certamente ocorreram, mas eles não deixaram crateras para trás", disse ao G1 Andrews-Hanna. "O impacto que formou a Lua deve ter derretido a maior parte da porção externa da Terra, deixando para trás o que chamamos de 'oceano de magma' cobrindo a superfície."

Andrews-Hanna indica que a elipse gigante de Marte -- batizada de bacia Borealis -- é a maior cicatriz de impacto já observada, quatro vezes maior que suas concorrentes principais (as bacias Hellas e Utopia, em Marte, e Aitken, na Lua).

Os resultados do grupo de Andrews-Hanna foram publicados na edição desta semana do periódico científico "Nature". Também foram divulgados dois outros estudos, um vindo do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) e outro da Universidade da califórnia em Santa Cruz.

O primeiro, comandado por Margarita Marinova, investigou em que condições um impacto desses pode ter produzido a cicatriz deixada em Marte. "Com base na simulações de Marinova e seus colegas, o objeto que atingiu o planeta devia ter um diâmetro de cerca de 2.000 km -- eles dão uma faixa que vai de 1.600 a 2.700 km", afirma Andrews-Hanna.

O segundo, liderado por Francis Nimmo, modelou os resultados do impacto sobre a superfície de Marte, incluindo efeitos causados sobre o hemisfério que não foi atingido pela pancada cósmica.

Para os cientistas, é muito importante identificar esse que é o primeiro episódio registrado da vida do planeta vermelho. "Na verdade, tudo que está preservado no registro geológico de Marte é mais novo que esse impacto", diz Andrews-Hanna. "Não temos meio de saber como era o planeta antes do impacto, mas é certo que um evento dessa magnitude teria afetado todos os aspectos da evolução subseqüente de Marte, incluindo clima e atmosfera. Esse foi provavelmente o evento definidor para produzir o planeta Marte que conhecemos hoje."

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Cientistas descobrem sistema planetário com três superterras

Equipe européia revela novos resultados com instrumento instalado no Chile.
Avaliação inicial sugere que pelo menos 1 em 3 estrelas tem planetas rochosos.

A estrela HD 40307 não parecia nada especial, um pouco menor, mas bastante parecida com o Sol. Mas, ao observá-la, um grupo de pesquisadores europeus descobriu três planetas ao seu redor -- todos eles aparentemente similares à Terra no que diz respeito à composição.

Foto: ESO
Concepção artística da estrela HD 40307 com suas três superterras (Foto: ESO)

O achado é parte de um censo maior que, segundo a equipe liderada por Michel Mayor, do Observatório de Genebra, confirma: a cada três estrelas similares ao Sol, pelo menos uma tem planetas rochosos, como a Terra.

"Será que todas as estrelas abrigam planetas e, se for assim, quantos?", pergunta-se Mayor. "Nós podemos ainda não saber a resposta, mas estamos fazendo grandes progressos."

O segredo do sucesso da pesquisa é o instrumento Harps, do Observatório de La Silla, no Chile -- parte do complexo do ESO (Observatório Europeu do Sul). Ele é capaz de detectar mínimas variações no movimento das estrelas -- o sinal de que há um planeta ao seu redor.

Foi com esse instrumento que o mesmo grupo encontrou, em abril de 2007, o primeiro planeta potencialmente habitável -- um astro rochoso, localizado a uma distância da estrela que permite a existência de água líquida em sua superfície.

Todos os planetas rochosos (também ditos terrestres) até agora descobertos não são exatamente iguais aos que existem em nosso Sistema Solar (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte); por uma limitação tecnológica, só se pode encontrar astros com massa superior a duas vezes a da Terra, e por aqui não há nenhum planeta rochoso maior que o nosso.

Essa nova categoria de planetas, que não se encaixa nem nos terrestres do Sistema Solar, nem nos gigantes gasosos, foi apelidada pelos cientistas de "superterra".

As três superterras ao redor de HD 40307, localizada a 42 anos-luz de distância, têm 4,2, 6,7 e 9,4 vezes a massa da Terra. Eles giram ao redor da estrela em 4,3, 9,6 e 20,4 dias terrestres, respectivamente.

Os resultados foram apresentados numa conferência realizada em Nantes, na França. Nela, os cientistas também anunciaram a descoberta de dois outros sistemas planetários -- um com uma superterra (7,5 massas terrestres) que orbita a estrela HD 181433 em 9,5 dias e é vizinho de um gigante gasoso como Júpiter, que completa uma volta em cerca de três anos.

O outro sistema contém um planeta com 22 massas terrestres e órbita de quatro dias, acompanhado por um planeta como Saturno com um período de três anos.

Os detalhes serão publicados em artigos aceitos pelo periódico científico "Astronomy and Astrophysics".[Fontes]

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Hubble fotografa galáxias colidindo (veja)

Imagens de galáxias colidindo mostram-nas girando, deslizando e escorregando uma na outra, espalhando destruição estrelar que dará origem a galáxias novas e maiores.














O Space Telescope Science Institute em Maryland, nos EUA, divulgou 59 novas imagens do Telescópio Espacial Hubble nesta quinta-feira para celebrar 18º aniversário de seu lançamento.

É um novo atlas do Hubble que ilustra como as colisões galácticas produzem uma memorável variedade de estruturas intrincadas nunca vistas antes em detalhes, segundo o Instituto.

As imagens são uma maneira de olhar para o passado. Leva centenas de milhões de anos para galáxias se fundirem e a luz de suas estrelas viajou por centenas de milhões de anos através do espaço.

Gigantesco buraco negro é catapultado para o espaço

Descoberta a misteriosa ‘coluna vertebral’ do universo

As primeiras estrelas podem ter sido negras

O fato da órbita do telescópio estar fora da atmosfera da Terra, as câmeras do Hubble podem gerar imagens extremamente precisas.

Mas o futuro do equipamento é controverso, pois requer reparos regulares por astronautas para permanecer em condições de funcionamento. Depois do desastre da nave espacial Columbia em 2003, uma missão de reparos programada para o ano seguinte foi cancelada.

A NASA estava planejando abandonar o telescópio, extremamente popular entre os astrônomos. Depois de protestos a Agência Espacial dos EUA voltou atrás na sua decisão e uma nova missão de reparos do Hubble está planejada para Agosto.

Veja os videos Aqui (Ingles).

Está programado para 2013 o lançamento do Telescópio Espacial James Webb, que substituirá o Hubble. [ Fonte]



quarta-feira, 28 de maio de 2008

Gigantesco buraco negro é catapultado para o espaço

Um colossal buraco negro foi flagrado saindo de sua galáxia natal, expelido depois de uma imensa fusão cósmica a uma velocidade inimaginável.

Quando galáxias em colisão finalmente fundem se supunha que os buracos negros em seus centros pudessem se fundir também. Astrônomos já teorizaram que a liberação de energia resultante poderia propelir o novo buraco negro para fora de sua galáxia de origem, para o espaço vazio, mas ninguém havia observado o evento.

“Nós já observamos os estágios de pré-fusão de buracos negros”, disse Stefanie Komossa do Instituto Max Planck de física extraterrestre, parte da equipe que fez a nova descoberta. “Mas não havíamos visto a o evento da fusão em si.”

Stefanie e sua equipe agora detectaram as conseqüências de tal fusão: um buraco negro em processo de deixar a sua galáxia de origem.



“A conseqüência foi de que o buraco negro fundido, o produto final, o novo buraco negro foi expelido da galáxia”, disse Stefanie, Os resultados da equipe serão detalhados na edição de 10 de maio da revista científica Astrophysical Journal Letters.

Singular velocidade

“Na coalescência final, ou fusão, destes dois buracos negros é emitido um estouro gigante de ondas gravitacionais”, ela disse. “Como estas ondas são emitidas em uma única direção, o buraco negro então é expulso na outra direção”.

De acordo com algumas simulações teóricas o “chute” que o buraco negro toma é similar ao recuo de uma arma podendo propelir o buraco negro a muitos milhares de quilômetros por segundo. Este buraco negro foi observado correndo a 2.650 km/s (9,5 milhões de km/h).
Como a atração da galáxia não é páreo para esta incrível velocidade o buraco negro “inevitavelmente irá para o espaço intergaláctico”, disse Stefanie. [Fonte]








Descoberta a misteriosa ‘coluna vertebral’ do universo

Astrônomos encontraram matéria no espaço profundo que nunca havia sido vista e disseram que se entrelaça em filamentos similares ao de teias que formam a coluna vertebral do universo.

Os fios etéreos, formado de átomos de hidrogênio e oxigênio, podem formar a metade ma matéria que os cientistas sabiam que existia, mas simplesmente não conseguiam ver, disseram os pesquisadores.

Os cientistas sabem a muito tempo que há muito mais matéria no universo do que é possível observar nas galáxias e estrelas. Não há apenas matéria bariônica invisível (os prótons e nêutrons que formam os átomos), mas também há uma quantidade ainda maior de matéria “escura” invisível.

Agora metade da matéria bariônica invisível apareceu, vista pelo telescópio espacial Hubble e o FUSE, ambos da NASA.

“Nós pensamentos que estamos vendo os fios de uma estrutura similar ao de uma teia, que forma a medula do universo”, disse Mike Shull da Universidade do Colorado (EUA), que colaborou na coordenação do estudo publicado na revista científica “The Astrophysical Journal”.

A matéria está espalhada na forma de oxigênio e hidrogênio superaquecidos, no que antes pareciam vastos espaços vazios entre as galáxias.

No entanto observações de um quasar (um objeto muito brilhante no espaço profundo), mostra sua luz difusa similar à de um farol que pode refletir em uma fina neblina, que é invisível no escuro.

“É como uma teia de aranha. A gravidade da teia da aranha é o que produz o que nós vemos”, disse Mike. “É muito fina. Uma parte dela é formada por gás muito quente a quase [meio] milhão de graus.”

É aí que entra a matéria escura. É ela que está aquecendo o gás, segundo Mike.

“A matéria escura possui gravidade. Ela puxa o gás, (…) isso causa o que eu chamo de ondas de choque de explosões sônicas. Este choque aquece o gás. Isso faz com que ele seja ainda mais difícil de ver.”

Os átomos de oxigênio estão em uma forma ionizada básica. Cinco dos oito elétrons se foram. Ele emite um espectro de luz ultravioleta que os instrumentos dos telescópios puderam captar, disse Mike.

Estes filamentos de matéria são as estruturas sobre as quais as galáxias se formam, ele disse.

“Portanto, quando olhamos para a distribuição das galáxias em uma escala muito grande, nós vemos que ela não é uniforme. Elas se espalham em folhas e filamentos.”

Algumas galáxias anãs ou pequenas quantidades de matéria nestas estruturas podem estar formando galáxias agora mesmo, disseram os pesquisadores.

Mike e seus colegas disseram que os filamentos são muito quentes para serem vistos em luz visível e muito frios para serem vistos através de raios-x. [Fonte]

terça-feira, 4 de março de 2008

Laboratório de física completa maior quebra-cabeças do mundo



Uma roda de 100 toneladas, a última peça de uma ambiciosa experiência que, esperam os cientistas, ajudará a desvendar os segredos do Universo foi instalada com sucesso numa caverna subterrânea.

Trata-se do elemento final do detector de partícula ATLAS, o maior dos quatro que serão conectados ao mais poderoso acelerador de partículas do mundo, que a European Organisation for Nuclear Research (CERN) espera começar a operar na metade de 2008.



"A última peça completa o gigantesco quebra-cabeças", anunciou o CERN em comunicado.

A roda foi baixada a um poço de 100 metros de profundidade, e alinhada a distância de um milímetro de outros detectores do CERN, o maior centro mundial de pesquisa de partículas, localizado em um extenso complexo de pesquisas ao longo da fronteira entre França e Suíça.

O detector ATLAS medirá partículas conhecidas como múons, que devem ser geradas em colisões de partículas no acelerador, conhecido como Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês).



O LHC recriará as condições existentes logo depois do Big Bang, explosão que muitos cientistas acreditam ter gerado o Universo, por meio da colisão de dois feixes de partículas em velocidade próxima à da luz.

"À medida que as partículas passam por um campo magnético produzido por imãs supercondutores, o detector tem a capacidade de acompanhá-las com precisão equivalente à espessura de um cabelo humano", segundo o CERN.



As experiências no LHC, que fica em um túnel subterrâneo com circunferência de 27 quilômetros, devem permitir que os físicos dêem um grande salto na jornada que começou com a lei da gravidade de Isaac Newton, segundo a organização.

A ciência não foi capaz até agora de produzir explicações fundamentais com por exemplo como as partículas adquirem massa. As experiências também estudarão a misteriosa matéria escura do Universo, e o motivo pelo qual o Universo possui mais matéria que antimatéria.

"Os primeiros prótons colidirão em breve, e os segredos de nosso Universo começarão a ser desvendados", afirmou o CERN.

O porta-voz do CERN, James Gillies, afirmou: "Nós conhecemos cerca de quatro por cento do Universo. O LHC pode nos ensinar sobre os 96 por cento restantes, que os cosmologistas chamam de matéria escura."

Assim que o LHC começar a funcionar, deve levar provavelmente um ano para que uma "nova física" surja, disse ele. Ciência útil deve ser continuamente produzida por até 20 anos.

Cerca de 10 mil cientistas ao redor do mundo, incluindo do Brasil, trabalharam no complexo desde o início de sua construção em 1994.

A maioria deles, cerca de 6 mil, são dos 20 países europeus membros do CERN, mas a maior nacionalidade presente no projeto é a dos Estados Unidos, com 1.000 pesquisadores, seguidos por russos, informou Gillies.

Antes que o LHC possa começar a operar, cerca de 38 mil toneladas de equipamentos precisam ser resfriadas a uma temperatura de 271 graus Celsius negativos para que os grandes ímãs passem a funcionar no estado de supercondutores. Esse resfriamento será feito com ajuda de várias toneladas de nitrogênio e hélio líquidos.

"Isso realmente é mais frio que o espaço sideral. É uma tarefa muito grande", disse Gillies. "É essencialmente como funciona uma geladeira, mas é extraordinariamente grande e a temperatura é incrivelmente fria." [fonte]









domingo, 2 de março de 2008

As primeiras estrelas podem ter sido negras

As primeiras estrelas a aparecerem no Universo podem ter sido alimentadas por matéria escura, de acordo com cientistas dos EUA.



Estrelas normais são abastecidas por reações de fusão nuclear, onde os átomos de hidrogênio se fundem para formar um tipo mais pesado de hélio.

Mas quando o Universo era ainda jovem, deveria haver matéria escura abundante, feita de partículas chamadas de Wimps (acrônimo em inglês que significa Partículas Massivas com Inteiração Enfraquecida). Elas teriam se fundindo juntas e destruído uma a outra bem antes que a fusão nuclear tivesse chance de ocorrer.

Como resultado as primeiras estrelas haveriam tipo aparências bem diferentes das que vemos hoje, e elas podem ter mudado o curso da evolução do Universo ou, ao menos, a atrasado.

A teoria, publicada na revista Physical Review Letters, depende de partículas que os astrônomos não podem ver, mas tem certeza que existem, e os físicos nunca conseguiram detectar. Mas a evidência indireta de que ela existe é impressionante.

“Partículas de material escura formam mais de três quartos da massa do Universo”, disse a física teórica Katherine Freese, da Universidade de Michigan.

“Em realidade, bilhões delas estão passando através de nós a cada segundo.”

No Universo primordial, teria havido ainda mais.

Mudança de curso

A natureza das primeiras estrelas há muito tempo intrigam os astrônomos. Imediatamente após o Big Bang o Universo expandiu e esfriou, portanto por milhões de anos esteve repleto de estrelas escuras, que prescindiam de hidrogênio ou hélio e talvez contivessem Wimps.

Os astrônomos puderam observar que já existiam estrelas normais 700 milhões de anos depois do Big Bang, pois o Telescópio Espacial Hubble olhou para os rincões do Universo, o que é como olhar para trás bilhões de anos, e pôde ver galáxias inteiras delas.

Mas como o Universo mudou seu rumo?

A teoria mais aceita é de que a gravidade prensou bolas de matérias escura e hidrogênio juntas. “Estas `auréolas´, como nós as chamamos, eram milhões de vezes mais massivas que o Sol, e as primeiras estrelas formaram-se em seus interiores”, disse a professora Katherine à BBC.

Já se pensava que o hidrogênio arrastado por estas auréolas de matéria escura iriam se destruir para formar as primeiras estrelas pequenas, e iria iniciar a compor dentro de si mesmas os primeiros novos elementos: carbono, oxigênio, silício e outros materiais necessários aos planetas e à vida.

Mas o novo artigo diz que as reações entre os Wimps, aniquilando uns aos outros, poderia ter gerado calor suficiente para manter as proto-estrelas infladas, como balões de ar quente. E o quanto mais Wimps caía nelas, mais o calor aumentava.

Estas gigantescas estrelas difusas teriam preenchido a órbita da Terra.

Os detalhes de como seria a aparência destas estrelas ainda serão realizadas. Mas em cinco anos a Nasa irá lançar o Telescópio Espacial James Webb (JWST), o sucessor do Telescópio Espacial Hubble, e talvez possa enxergar estas estrelas “negras” lá no passado.

Há também a intrigante possibilidade, diz a professora Katherine, que em algum canto do nosso Universo haja algumas sobreviventes passando despercebidas. [Fonte]

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Satélite chinês captura imagens dos pólos da Lua

O primeiro satélite lunar chinês, o Chang E 1, conseguiu capturar imagens dos pólos da Lua, os mais difíceis de observar, informou hoje a Comissão de Ciência, Tecnologia e Indústria para Defesa Nacional.

Fotos sugerem atividade vulcânica em Mercúrio

A nota, divulgada pela agência de notícias Xinhua, não especifica qual dos dois pólos o satélite fotografou. A sonda lunar realizou explorações durante três meses após seu lançamento, no dia 24 de outubro.

No dia 7 de novembro a sonda entrou em órbita, e sua primeira imagem da lua foi transmitida em 26 de novembro. Os pólos lunares são os mais difíceis de ver da Terra, em particular o pólo sul. [Terra]

Fotos sugerem atividade vulcânica em Mercúrio

Hubble fotografa galáxia parecida com a Via Láctea
Nasa prepara missões para estudar a matéria escura
Formação de galáxia intriga astrônomos da Nasa
Um hexágono bizarro em saturno
Buracos negros vagam pela galáxia


Novas imagens de Mercúrio tiradas pela agência especial americana Nasa mostraram a evidência de atividade vulcânica "generalizada" no planeta.

As fotos foram tiradas no dia 14 de janeiro, quando a sonda não-tripulada US Mercury Messenger passou perto do astro.



Evidências colhidas nos anos 1970 pela sonda Mariner 10 já haviam indicado a existência de atividade vulcânica no planeta do sistema solar mais próximo do Sol. A nova missão deixou "poucas dúvidas" desse fenômeno, nas palavras da cientista da missão, Louise Prockter.

Além disso, a Messenger mapeou cerca de 30% da superfície de Mercúrio, aumentando a proporção inicial, que era de 45%. "Este sobrevôo nos permitiu ver uma parte do planeta nunca vista antes por aeronaves. Nossa pequena sonda nos trouxe uma mina de ouro em informações interessantes", disse o cientista-chefe da missão Messenger, Sean Solomon.



Formação inédita

Como exemplo dos novos indícios de atividade vulcânica, os cientistas citaram uma bacia em forma de cratera que havia sido inundada por material fluido, provavelmente lava vulcânica.

A sonda também mostrou uma característica única, que os cientistas batizaram "The Spider" ("A Aranha", em tradução livre) - mais de cem depressões estreitas, superficiais, partindo de uma cratera central de 40km de largura.







Nada semelhante havia sido visto antes em Mercúrio nem na Lua. "A Spider tem uma cratera próxima de seu centro, mas ainda não está claro se esta cratera está relacionada com a formação original ou se veio depois", disse um dos pesquisadores da equipe, James Head, da Universidade de Brown, em Providence.

Nada semelhante havia sido visto antes em Mercúrio nem na Lua. "A Spider tem uma cratera próxima de seu centro, mas ainda não está claro se esta cratera está relacionada com a formação original ou se veio depois", disse um dos pesquisadores da equipe, James Head, da Universidade de Brown, em Providence.

Para o professor emérito da Universidade do Arizona em Tucson Robert Strom, a Spider poderia estar ligada à atividade vulcânica no planeta.

A sonda Messenger fará duas outras aproximações do planeta antes de entrar em sua órbita em 2011.

A última missão para Mercúrio, com a sonda Mariner 10, foi realizada em 1975. Uma face de Mercúrio fica permanentemente voltada para o Sol. Em outras partes, em que há noite e dia, as temperaturas variam cerca de 500 graus centígrados. [Terra]

Nasa prepara missões para estudar a matéria escura

A Nasa pretende realizar uma missão para entender melhor uma misteriosa forma de energia do cosmo e uma ambiciosa viagem não-tripulada para os confins do Sistema Solar, segundo fonte da agência espacial norte-americana.

Pelo projeto orçamentário enviado nesta semana pela Casa Branca ao Congresso, a Nasa deve iniciar no ano fiscal de 2009 (a partir de 1º de outubro próximo) sete novas missões científicas. O orçamento solicitado para a agência foi de US$ 17,6 bilhões, o que inclui 4,4 bilhões para as missões científicas.

Hubble fotografa galáxia parecida com a Via Láctea

"Na verdade, temos novos inícios de projetos neste orçamento para a ciência do que nos últimos três anos juntos", disse Alan Stern, chefe de missões científicas da Nasa, em entrevista. A agência pretende iniciar os preparativos para enviar uma nave a Júpiter ou Saturno, os dois maiores planetas do Sistema Solar, e a idéia é orbitar uma das três luas dos gigantes gasosos.

O lançamento da missão é estimado para 2017, com um custo de US$ 2,1 bilhões. Duas das três luas cotadas orbitam Júpiter: Europa, que tem um oceano gelado onde pode haver alguma forma de vida, e Ganimedes, a maior lua do nosso Sistema Solar.

Formação de galáxia intriga astrônomos da Nasa
Um hexágono bizarro em saturno
Buracos negros vagam pela galáxia

A terceira opção seria Titã, uma lua de Saturno, a segunda maior do nosso Sistema. "Até o fim do ano, vamos fazer nossa escolha final", disse Stern. A Nasa também planeja uma missão envolvendo o lançamento, até 2015, de um satélite que orbite a Terra a fim de estudar a energia escura, uma força misteriosa que supostamente provoca a acelerada expansão do universo.

Os cientistas estimam que a energia escura constitua cerca de 70% do universo, mas não entendem seu funcionamento. Outra missão em projeto prevê o lançamento, em 2015, de uma sonda destinada a estudar a coroa solar, uma região em torno do Sol onde surge o vento solar.

"A metade final da próxima década vai revolucionar nosso conhecimento de como o vento solar se acelera, como a coroa se aquece e como funciona internamente a estrela que torna possível a vida na Terra", disse Stern.

A Nasa disse que nunca uma missão esteve tão perto do Sol, além da órbita de Mercúrio. [Terra]

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Hubble fotografa galáxia parecida com a Via Láctea




Uma imagem feita pelo telescópio Hubble da galáxia NGC 1672 foi divulgada nesta terça-feira pela Nasa. De acordo com a equipe da Nasa, a NGC 1672 pode ser comparada à Via Láctea devido à sua forma. Astrônomos acreditam que esse tipo de estrutura dá às galáxias um mecanismo único, que facilita a geração de novas estrelas.

Formação de galáxia intriga astrônomos da Nasa



A fotografia mostra uma galáxia em forma de espiral que tem um eixo em forma de barra. Fios de estrelas azuis e nuvens de gás hidrogênio em vermelho também podem ser identificadas na imagem.

Formação de galáxia intriga astrônomos da Nasa

Uma imagem obtida por meio da combinação dos dados do observatório espacial Chandra e do telescópio espacial Hubble mostrou a gigantesca galáxia elíptica NGC 1132 circundada por gases quentes e difusos (parte azul), além de várias galáxias anãs na "vizinhança", um sistema que está intrigando os cientistas da Nasa.

GALÁXIAS TOTALMENTE NEGRAS?






A NGC 1132 é considerada um "fóssil", pois contém uma grande quantidade de matéria escura. Segundo os cientistas, ela possui mais matéria escura do que um grupo inteiro de galáxias. Além disso, a enorme quantidade de gás quente detectado pelo Chandra é usualmente encontrada em grupos de galáxias, e não em uma só.

Buracos negros vagam pela galáxia

Um hexágono bizarro em saturno



Essas características tornaram difícil a tarefa de responder qual é a origem da NGC 1132. Ela talvez possa ser o produto final de uma fusão de galáxias. Ou então pode ser um objeto muito raro formado em uma região ou período de tempo onde o crescimento de galáxias "normais "foi suprimido, e apenas uma grande galáxia se formou.
[Terra]

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Qual é o lugar mais frio do universo?

O lugar mais frio conhecido está dentro da nebulosa Bumerangue. É a constelação de Centauro, 5 mil anos-luz da Terra. A nebulosa planetária se forma ao redor enquanto uma brilhante estrela central expele gás nos últimos estágios de sua vida.

Encontrado planeta gigante em sistema solar com três estrelas



Nebulosa do Bumerangue. Qual é o lugar mais frio do universo?


A nebulosa Bumerangue é um dos lugares mais peculiares no universo. Em 1995, utilizando o telescópio sueco ESO de 15 metros no Chile, astrônomos revelaram que é o lugar mais frio no universo já encontrado. Com uma temperatura de -272ºC, é apenas um grau mais quente que o zero absoluto (o limite gelado de todas as temperaturas). Mesmo o brilho de fundo de -270ºC do Big Bang é mais quente do que esta nebulosa. Ela é o único objeto encontrado que possui temperatura mais baixa do que a radiação de fundo.

O formato de gravata borboleta da Bumerangue parece ter sido criado por um vento terrivelmente veloz, quase 500 mil km/h, soprando gás ultra-gelado para longe da moribunda estrela central. A estrela perde 1/1000 de massa solar de material por ano pelos últimos 1,5 mil anos, dizem os astrônomos. Isso é de dez a cem vezes mais do que outros objetos similares. A rápida expansão da nebulosa permitiu que ela se tornasse a região mais fria conhecida no universo. [LiveScience]

Encontrado planeta gigante em sistema solar com três estrelas

Astrônomos da Universidade de Santiago de Compostela (USC), na Espanha, descobriram um gigantesco planeta em um sistema com três “sóis” chamado Gliese 22.

A descoberta foi publicada na revista Astronomy & Astrophysics e realizada, pela primeira vez, segundo os cientistas, através da astrometria (técnica utilizada por astrônomos para calcular a localização e movimentação dos corpos celestes).

Astrônomos flagram cadáver de estrela que emite energia


Esse planeta é tão grande que possui cerca de 16 vezes a massa de júpiter, o maior de nosso sistema solar. Ele foi detectado orbitando a estrala mais distante. Para encontrá-la os pesquisadores tiveram que determinar primeiramente a órbita precisa das estrelas binárias e depois a redução relativa ao centro de luz das posições da terceira estrela.

Encontrado planeta gigante em sistema solar com três estrelas
O novo planeta teria 16 vezes o tamanho de Júpiter

Buracos negros vagam pela galáxia



A única maneira de explicar o movimento oscilatório do terceiro astro seria pela existência de um planeta em sua órbita. [Fonte]

domingo, 27 de janeiro de 2008

Buracos negros vagam pela galáxia

Astrônomos nos Estados Unidos disseram nesta semana que centenas de buracos negros podem estar vagando pela galáxia, prontos para devorar planetas e estrelas pelo caminho.

A força gravitacional dos buracos é tão grande que nem mesmo a luz conseguiria escapar deles, caso de aproxine a uma distância-limite conhecida como horizonte de eventos.

GALÁXIAS TOTALMENTE NEGRAS?


A teoria dos astrônomos foi publicada durante um encontro científico no Estado americano do Texas.

Os cientistas acreditam que centenas de buracos negros podem ter sido formados da colisão de outros buracos negros. As simulações msotram que, se dois buracos negros de tamanhos diferentes, ou dotados de rotação, se chocam, as leis da física determinam que o novo buraco, gerado pela fusão dos anteriores, deverá disparar pelo espaço.

Buracos negros podem estar vagando pela galáxia, diz estudo


Simulações feitas em supercomputadores pela Vanderbilt University, em um trabalho liderado pela astrônoma Kelly Holley-Bockelmann, indicam que os buracos negros viajariam em uma velocidade de até quatro mil quilômetros por segundo.

Segundo eles, os buracos negros não ameaçam diretamente a Terra. Eles têm tamanho intermediário, e seus horizontes de eventos se estendem a apenas algumas centenas de quilômetros do espaço. [Estadão]

Como sabemos que o universo está se expandindo?

O site LiveScience.com perguntou para Geza Gyuk, Diretor de Astronomia no Planetário Adler e pesquisador da Universidade de Chicago. Segue o que ele disse:
“Depois de alguns anos de Albert Einstein ter desenvolvido sua famosa (e hoje em dia bastante testada) teoria da Relatividade Geral, em 1915 ele a aplicou à todo o universo e descobriu algo incrível. A teoria prevê que todo o universo ou está expandindo ou está se contraindo. Não há outra alternativa. Para que o Universo fique estático seria como um lápis equilibrado apenas em sua ponta... possível mas muito, muito improvável e difícil de permanecer desta maneira.

Astrônomos confirmam existência de um exoplaneta próximo à Terra


Em 1929 o astrônomo Edwin Hubble mediu as velocidades de uma grande seleção de galáxias. Ele esperava similaridades entre a quantidade de galáxias que estivesse se movendo em nossa direção e se afastando de nós. Afinal, a Terra não é um ponto particularmente especial do universo.

Ao invés disso ele descobriu que quase todas as galáxias estão se distanciando de nós.

Desde os tempos de Hubble nós temos observado milhões de galáxias com melhores equipamentos e verificado seus resultados. Como a exceção de um punhado de galáxias próximas a nós, todas as demais está se distanciando de nós.

E, em realidade, quanto mais distante ela está, mais rapidamente ela se distancia. Isso se encaixa muito bem nas previsões de Einstein. As galáxias parecem se distanciar de nós por que todo o universo está aumentando. O espaço entre as galáxias está se esticando! E quanto mais longe uma galáxia está, mais espaço há para esticar, portanto a galáxia aparenta estar se distanciando de nós com maior velocidade.

Astrônomos flagram cadáver de estrela que emite energia


Nos últimos 50 anos astrônomos tem observado muitos outros fatos sobre o universo que apontam para o fato dele estar se expandindo. Enquanto teorias isoladas podem explicar uma ou duas destas descobertas, a expansão do universo é a única teoria que pode explicar todas de uma só vez. E a cada ano a pilha de evidências fica maior!”

Essa também é uma das evidências, dentre muitas outras, da teoria do Big Bang, pois se todo o universo está se expandindo provavelmente houve uma grande explosão que iniciou este movimento. [LiveScience]

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

GALÁXIAS TOTALMENTE NEGRAS?














Justamente quando pensávamos que podíamos ver tudo, os astrônomos Drs Neil Trentham, Ole Moller e Enrico Ramirez-Ruiz, da Universidade de Cambridge, publicaram na "Monthly Notices" da "Royal Astronomical Society" um intrigante artigo apontando para a curiosa possibilidade de o universo conter numerosas galáxias que não possuam uma estrela sequer, mas apenas matéria escura. Astrônomos poderão ter de perscrutar um universo onde as galáxias "normais" feitas de estrelas brilhantes seriam uma minoria em relação às galáxias escuras numa proporção de 100 para 1. Já existem evidências suficientes que mostram que as galáxias brilhantes contêm uma quantidade enorme de matéria escura, muitas vezes 10 vezes mais do que a massa de todas suas estrelas somadas.

Buracos negros podem estar vagando pela galáxia, diz estudo

Deve haver mais massa do que podemos ver, para justificar os movimentos observados das estrelas sob a influência da gravidade de toda a galáxia. Em algumas galáxias vemos tão poucas estrelas que elas não poderiam manter-se juntas a não ser pela influência da enorme quantidade de matéria invisível. A imagem que começa a emergir é a de que existe muita matéria escura no universo e a maioria das galáxias a possuem em grandes proporções. Pelo lado da teoria, o paradigma da matéria escura e fria aponta para o fato de que para cada galáxia brilhante e de grande massa existem muitas galáxias de pequena massa e invisíveis. Isto poderia ser o resultado da pequeníssima quantidade de estrelas – talvez nenhuma – formadas em seu interior. Portanto a questão é: "de que forma procurar estas galáxias"?
É um desafio complicado, e a melhor técnica a ser empregada dependeria da natureza desta matéria escura – que ainda é desconhecida. Existem algumas sugestões...Se esta massa escura é composta inteiramente de partículas fundamentais, galáxias escuras poderiam atuar como lentes gravitacionais, distorcendo a imagem de outras galáxias mais distantes que se encontrem diretamente atrás delas.Se a matéria escura inclui algumas anãs marrons sua radiação infravermelha poderia ser detectada. O mesmo seria válido se estas galáxias contivessem estrelas mortas, como anãs brancas e buracos negros. Os pesquisadores detectaram um lugar onde uma galáxia escura poderia existir, usando ainda um outro método que sugere a presença de um objeto escuro invisível. Repare que galáxia UGC 10214 (veja foto), tem um jato de matéria saindo dela, como se estivesse interagindo com outra galáxia. Este jato parece estar fluindo na direção de nada. Veja o quadrado realçado vazio na foto. Mais um mistério para nós.

Astrônomos confirmam existência de um exoplaneta próximo à Terra

Astrônomos americanos confirmaram hoje a existência de um exoplaneta que tinha sido previsto através de cálculos matemáticos.

Esta é a primeira vez que a existência de um corpo celeste é determinada e confirmada através de cálculos matemáticos desde que um sistema similar detectou Netuno em 1840.

A confirmação foi feita por cientistas da Universidade do Texas, que indicaram na reunião da Sociedade Astronômica dos Estados Unidos em Austin (Texas) que o exoplaneta se encontra exatamente onde tinha sido previsto pelo astrônomo Rory Barnes, da Universidade do Arizona.

Exoplanetas são corpos que gravitam em torno de uma estrela fora do sistema solar e em órbitas permanentes.

Uma equipe de astrônomos liderada por Barnes estudou as órbitas de vários sistemas e descobriu que havia uma zona "misteriosa" entre dois exoplanetas que gravitam em torno da estrela HD 74156, a pouco mais de 200 anos-luz da Terra.

Acrescentaram que se seus cálculos estiverem corretos, entre eles deveria haver outro planeta com sua própria órbita.

O desafio de encontrar esse exoplaneta foi assumido por Jacob Bean e por outros astrônomos da Universidade do Texas que dirigiram seus telescópios a esta zona e finalmente o localizaram exatamente onde Barnes tinha calculado.

Seguindo as normas astronômicas, o planeta foi batizado de HD 74156 d.

Segundo Steven Soter, astrônomo do Museu Americano de História Natural, em Nova York, o trabalho de Barnes é a segunda previsão bem-sucedida sobre a existência de um novo planeta.

A primeira foi feita há 160 anos com a descoberta de Netuno, cuja existência foi comprovada pelos telescópios da época décadas depois que dois astrônomos, um inglês e um francês, previram sua existência de forma independente. [Terra]

Buracos negros podem estar vagando pela galáxia, diz estudo

WASHINGTON - Astrônomos nos Estados Unidos disseram nesta semana que centenas de buracos negros podem estar vagando pela galáxia, prontos para devorar planetas e estrelas pelo caminho.

A força gravitacional dos buracos é tão grande que nem mesmo a luz conseguiria escapar deles, caso de aproxine a uma distância-limite conhecida como horizonte de eventos.

A teoria dos astrônomos foi publicada durante um encontro científico no Estado americano do Texas.

Os cientistas acreditam que centenas de buracos negros podem ter sido formados da colisão de outros buracos negros. As simulações msotram que, se dois buracos negros de tamanhos diferentes, ou dotados de rotação, se chocam, as leis da física determinam que o novo buraco, gerado pela fusão dos anteriores, deverá disparar pelo espaço.

Simulações feitas em supercomputadores pela Vanderbilt University, em um trabalho liderado pela astrônoma Kelly Holley-Bockelmann, indicam que os buracos negros viajariam em uma velocidade de até quatro mil quilômetros por segundo.

Segundo eles, os buracos negros não ameaçam diretamente a Terra. Eles têm tamanho intermediário, e seus horizontes de eventos se estendem a apenas algumas centenas de quilômetros do espaço. [estadao]

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Sonda mostra pontos quentes em pólo de Saturno


O pólo gelado de Saturno possui um ponto quente de ar comprimido, o que representa uma surpreendente descoberta capaz de jogar luz sobre os planetas pertencentes ou não ao Sistema Solar, afirmaram pesquisadores.


Astrônomos flagram cadáver de estrela que emite energia


Os cientistas já sabiam da existência de um ponto quente no pólo ensolarado de Saturno, mas dados enviados pela sonda Cassini mostraram agora que o pólo invernal, onde a luz do Sol não chega, também possui um ponto quente, disse Nick Teanby, cientista que participou do estudo.

"Com a missão Cassini, pudemos ver também o pólo gelado, que não conseguíamos ver da Terra por causa da inclinação do planeta", afirmou Teanby, da Universidade de Oxford. "Não esperávamos encontrar um ponto quente no norte."

O ponto quente consiste basicamente em uma região pequena e estreita na qual a temperatura é mais alta do que a do gás circundante, escreveu a equipe de pesquisadores na revista Science.

Os cientistas disseram que o ponto quente do sul teria sido formado provavelmente pelos raios do Sol, mas acrescentaram que o ar descendente e comprimido existente na atmosfera oferecia uma explicação melhor para o recém-descoberto ponto quente no pólo norte.

"Acreditamos que ele se deve ao ar vindo do alto para uma área de menor altitude", afirmou Teanby, em uma entrevista concedida por telefone. "A massa de ar esquenta ao ser comprimida - como o ar de um pneu de bicicleta."

Os pesquisadores conseguiram medir diferentes temperaturas usando os espectrômetro infravermelho da Cassini, que registra a intensidade da radiação emitida pela atmosfera de Saturno. A Cassini partiu da Terra em 1997 com a missão de pesquisar o planeta.

Imagens reconstruídas mostraram o ponto quente no centro do redemoinho do pólo norte do planeta. O redemoinho é formado pelo ar que se movimenta de forma circular e em alta velocidade por essa região de Saturno.

"Conseguimos investigar a área mais alta da atmosfera", afirmou Teanby. As descobertas também podem ajudar os cientistas a compreenderem melhor outros planetas gasosos do Sistema Solar, como Júpiter.

E contribuiriam para o estudo do crescente número de planetas novos e recém-descobertos que orbitam estrelas que não o Sol. Até agora, há mais de 230 desses exoplanetas, como são chamados.

"Se conseguirmos compreender o que acontece na atmosfera, podemos usar isso com outros planetas do Sistema Solar e com os planetas de fora dele que estamos descobrindo", disse.

Astrônomos flagram cadáver de estrela que emite energia

Imagine a surpresa de um médico ao ver um morto levantar da maca para dar uma voltinha. Pois é mais ou menos isso que aconteceu com um grupo de astrônomos japoneses e americanos ao observarem a estrela AE Aquarii -- que para todos os efeitos e propósitos deveria estar mortinha -- emitir pulsos de energia.



A AE Aquarii é uma anã branca, que, até onde os cientistas sabiam até agora, é o estágio final das estrelas parecidas com nosso Sol. Teoricamente, eram para ser corpos celestes inertes que aos poucos esfriam até virarem uma quase invisível anã negra. Eram para ser, porque a AE Aquarii, apesar de ser uma anã branca, emite pulsos altamente energéticos enquanto gira em torno do próprio eixo. Um comportamento típico de outro tipo de estrela, um pulsar.

Não era isso que a equipe liderada por Yukikatsu Terada, do Instituto de Pesquisas Físicas e Químicas de Wako, no Japão, esperava encontrar. No entanto, analisando os novos dados eles acreditam que seu achado pode ajudar a resolver um dos maiores mistérios da astronomia. A energia liberada por estrelas como a AE Aquarii pode ser a origem dos raios cósmicos que atingem a Terra e intrigam os cientistas.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Um hexágono bizarro em saturno

A sonda espacial Cassini obteve imagens de uma estrutura estranha de seis lados
no pólo Norte de Saturno. O facto de esta estrutura, com a forma de um hexágono,
ter sido já observada há mais de duas décadas, em imagens obtidas pelas sondas
Voyager 1 e 2, indica que é uma estrutura duradoura.
As imagens obtidas pela Cassini são as primeiras a captar todo o hexágono e, um
segundo hexágono significativamente mais escuro pode também ser obervado.

EUA lançam novo telescópio para procurar alienígenas

Este estranho fenómeno nunca foi observado em outro planeta. Com a forma
geométrica de um hexágono, esta estrutura seria a última coisa que se esperaria
encontrar na atmosfera espessa de Saturno que é dominada por "ondas" e células
de convecção circulares.




















A estrutura observada é semelhante ao vortex existente nos pólos da Terra,
originado por ventos que se movem em circulo em torno dos pólos. A diferença
está no facto de que em Saturno, o vortex tem uma forma hexagonal e não
circular. Com aproximadamente 25 mil quilómetros de extensão, cerca de 4 Terras
poderiam ser colocadas no interior do hexágono.





As novas imagens da Cassini, obtidas no comprimento de onda do infravermelho,
mostram que o hexágono se estende mais em profundidade do que se esperava - até
cerca de 100 quilómetros abaixo do topo das nuvens.
Foi possível observar também que o hexágono aparenta estar recheado de nuvens,
que rodeiam o seu centro e circulam quais carros numa pista de corridas


Um dos factos que surpreendeu os astrónomos foi as diferenças estruturais
acentuadas entre os pólos de Saturno. No pólo Sul existe uma estrutura que
aparenta ser um furacão com um olho gigante, enquanto que no pólo Norte existe
esta estrutura geométrica, completamente diferente.

A sonda espacial Cassini não é capaz, no momento, de obter imagens no visível da
região do pólo Norte de Saturno. Isto deve-se ao facto de ser Inverno nesta
região e, consequentemente, o hexágono encontra-se "encoberto" pela noite polar
que neste planeta dura aproximadamente 15 anos. No entanto, a bordo da Cassini
encontra-se instalado um espectrómetro de infravermelhos que permite realizar
observações profundas do planeta independentemente das condições de luminosidade
no óptico. Foi com o auxílio deste instrumento que se obteve as novas imagens da
estranha estrutura. Nos próximos dois anos o Inverno chegará ao final e a
estrutura poderá então ser observada em comprimentos de onda do visível.

Os cientistas acreditavam que a origem da estrutura observada poderia estar
relacionada com as emissões de rádio de Saturno ou com as auroras.
As novas imagens da estrutura e os dados acerca da sua extensão em profundidade
vêm colocar em causa esta relação, embora a aurora de Saturno ocorra
aproximadamente acima da estrutura.

Através da observação dos novos dados, e comparando com os obtidos com a Voyager
há 26 anos, o hexágono parece ter-se mantido fixo relativamente à taxa de
rotação e eixo de Saturno. A taxa de rotação actual de Saturno ainda não é
conhecida. Os cientistas esperam que a compreensão da natureza dinâmica da
estrutura hexagonal forneça uma pista para a determinação da taxa de rotação da
atmosfera interior, e mesmo do interior de Saturno.