segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Cientistas descobrem capa de plasma quente que envolve a Terra

capa plasma quente
Cientistas descobriram na atmosfera uma capa de plasma quente que cobre a Terra. Ela é parte da magnetosfera da Terra, a camada que nos protege contra os ventos solares e radiação.

A capa de plasma quente foi descoberta pelo professor de física Rick Chappell, da Universidade Vanderbilt, nos EUA. Ele e seus colegas deduziram a existência da capa de plasma depois de observar o "ciclo natural de energização" que acelera os íons pouco energéticos na atmosfera da Terra a níveis de energia mais altos encontrados na magnetosfera.

A capa de plasma quente se origina no lado noturno do planeta e atravessa para o lado diurno, afirmam os pesquisadores. Quando a capa atinge o lado do planeta que está passando pela tarde ela se dissipa. Por causa disso ela cobre apenas 3/4 da Terra.

A capa de plasma é formada por partículas de baixa energia que são elevadas em direção ao espaço através dos pólos, carregadas pela cauda magnética da Terra e são viradas 180o por um giro do campo gravitacional. Em seguida as partículas vão novamente em direção à Terra para a região chamada de lençol de plasma.

A descoberta se baseia em simulações feitas por um software que prevê o caminho das partículas na atmosfera terrestre através de um modelo matemático.

Rick disse: "A capa de plasma era uma coisa muito vaga que ficava no pano de fundo cujo não tínhamos informações suficientes para fazer se destacar. Quando conseguimos informações suficientes, lá estava ela!"

Rick e seus colegas utilizaram observações de satélites para medir as propriedades dos íons em diferentes locais da magnetosfera. Quando estas observações foram aplicadas ao software com o modelo matemático foi descoberta a capa de plasma. [Space.com] [Fontes]

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Missão da Nasa em Marte é declarada morta

phoenix lander

A Nasa já não consegue se comunicar com a sonda Phoenix Lander, que está na superfície de Marte, desde domingo, dia 2 de novembro, quando ocorreu uma breve comunicação com a Terra.

A sonda, que aterrissou no planeta vermelho em maio, esteve lutando contra o inverno marciano e a escuridão.

A Agência Espacial permanecerá tentando efetuar contato, mas não espera resposta. Barry Goldstein, gerente do projeto da missão Phoenix disse que estão encerrando as operações.

A sonda foi lançada em agosto de 2007 e alcançou o Pólo Norte gelado de Marte dia 25 de maio de 2008. Ao final de outubro a sonda já havia ultrapassado a sua expectativa de vida em dois meses.

A sua principal missão foi encontrar água, o que conseguiu, e estudar a superfície do planeta para verificar se ele será capaz de suportar vida. A Phoenix analisou partículas de gelo na superfície do planeta e descobriu que o pó marciano é similar à água do mar da Terra.

Especialistas afirmaram que tais descobertas aumentam o corpo de evidências que indica que já houve água em forma líquida na superfície do planeta e ela talvez tenha conseguido suportar vida. [BBC] [Fontes]

domingo, 9 de novembro de 2008

Estranho portal conecta Terra ao Sol

portal terra e sol
Portais magnéticos se abrem aproximadamente a cada oito minutos para conectar nosso planeta com o Sol.

Quando o portal se abre, cargas de partículas altamente energéticas podem viajar 150 milhões de km através da passagem, de acordo com cientistas espaciais.

O fenômeno recebeu o nome "evento de transferência de fluxo" ou FTE (de flux transfer event, em inglês). Ele é real e ocorre com o dobro da freqüência que qualquer pessoa poderia imaginar. "Dez anos atrás eu tinha certeza que eles não existiam, mas agora a evidência é irrefutável", disse o astrofísico estadunidense David Sibeck.

Explosões dinâmicas

Os pesquisadores já sabiam que a Terra e o Sol deveriam estar conectados. Por exemplo, partículas solares incidem na Terra constantemente por causa do vento solar e freqüentemente seguem as linhas do campo magnético que conectam a atmosfera do Sol com a terra firme. As linhas do campo permitem que as partículas penetrem a magnetosfera da Terra; o escudo magnético que envolve nosso planeta.

Uma das hipóteses sobre a formação do evento é que o lado da Terra que está de frente para o Sol pressiona o campo magnético da Terra contra o campo magnético do Sol. E a cada oito minutos os dois campos se conectam brevemente, formando um portal através do qual as partículas podem fluir. O portal toma a forma de um cilindro magnético com a largura da Terra.

Mais de um FTE podem se abrir em um mesmo momento e eles ficam abertos entre 15 e 20 minutos. Algumas medições foram feitas com sondas da Agência Espacial Européia e da NASA que voaram através destes cilindros e nas suas bordas. Apesar das sondas terem conseguido medir a largura de um FTE o seu comprimento ainda é incerto. Mas uma medida preliminar concluiu que teria mais de 5 raios da Terra (um raio da Terra tem cerca de 6.400 km).

O astrofísico Jimmy Raeder, da Universidade de New Hampshire, nos EUA, criou uma simulação computadorizada com estes dados e concluiu que os portais FTE cilíndricos tendem a se formar sobre o equador até que em dezembro eles deslizam sobre o Pólo Norte. Em julho eles deslizariam sobre o Pólo Sul.

Parece também que existem fluxos ativos e passivos o que faz com que ocorram com o dobro da freqüência que se pensava antes.

Os fluxos ativos permitem que as partículas passem com facilidade, formando dutos de energia importantes para a magnetosfera da Terra e os cilindros passivos ofereceriam mais resistência para as partículas que transitam.

Os cientistas ainda estão empenhados em descobrir porque os portais se abrem a cada oito minutos e como os campos magnéticos no seu interior se torcem e enrolam. [LiveScience] [Fontes]

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Encostas marcianas mostram evidência de água

água em marte
O que criou essa imensa encosta marciana? Será que gigantescas cachoeiras escorriam através de seus canais? A queda de quatro quilômetros desta alta encosta, que rodeia Echos Chasma, próximo a uma impressionante cratera de impacto, foi esculpida por água ou lava.

Uma das mais importantes hipóteses é que Echus Chasma, com 100 km de comprimento e 10 de largura, foi um dia uma das maiores fontes de água em Marte. Se isso for mesmo verdade, a água que havia ali passou pela superfície marciana entalhando os impressionantes Kasei Valleys, que se estendem por 3 mil km ao norte.

Mesmo que seja verdade que tenha havido água ali, parece que houve um fluxo de lava, o que criou uma superfície extraordinariamente lisa.

A imagem acima foi feita pela sonda especial Mars Express, que está orbitando o planeta vermelho.