sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Meu primeiro telescópio

Aproveitando a oportunidades de pesquisar e escrever um pouco sobre astronomia, hoje comprei meu primeiro telescópio, é um Weifeng F1000114, este da imagem.


Telescópio F1000114 - Weifeng



Vamos às suas características:
Abertura: 114 mm e excelente refletor equatorial newtoniano.
Distância focal: 1.000 mm f/8.8 e seu localizador é de 6x30.
Acompanha um tripé feito em alumínio, com altura máxima de 1,35 m, Kellner de 10 mm, 25 mm com Filtro Solar, Filtro Lunar e Lente Barlow de 2x.

Então, embalado pela ansiedade de utilizá-lo (assim que ele chegar), Discutiremos algumas características dos telescópios e conheceremos alguns modelos:


  • Telescópios Refratores.


Utilizam lente ou conjunto de lentes na função de elemento primário de captura da luz ou objetiva.

O 'F' na imagem é o ponto focal do telescópio (ponto onde os raios de luz que incidem na ótica convergem).A distância da lente/espelho ao ponto focal é a distância focal do telescópio e determina as suas características.


  • Telescópios Refletores

Utilizam um espelho primário côncavo para coletar a luz e formar a imagem. No telescópio refletor Newtoniano, a luz é refletida para um pequeno espelho inclinado em 45º que desvia a luz para uma abertura lateral do tubo, onde fica a ocular. São os telescópios de melhor custo-benefício encontrados, portanto muito indicados para o nível introdutório.


  • Telescópios Catadióptricos

Empregam ambos elementos: espelho e lente, resultando em uma configuração que proporciona telescópios pequenos e portáteis e com ótimo poder de ampliação. No entanto requer maior tecnologia para serem fabricados o que os tornam mais caros.

    • Os tipos mais comuns de catadióptricos são:

      • Cassegrain, onde a lente frontal é uma lente plana.

      • Schmidt-Cassegrain, onde a lente frontal é uma lente complexa chamada de placa corretora, que tem a função de reduzir a aberração esférica do espelho principal.

      • Maksutov-Cassegrain, onde a placa corretora é uma lente chamada de menisco-divergente. Veja abaixo detalhe das duas principais variações do catadióptricp:

















A ótica de um telescópio é composta por duas partes básicas:

  • Objetiva: Lente ou espelho ou combinação de ambos, que ficam direcionados para o objeto da observação (daí seu nome).

  • Ocular: Lente ou grupo de lentes que tem a função de levar a imagem da objetiva aos olhos.

As oculares:


Oculares são lentes intercambiáveis que influenciam nas características óticas do telescópio como:

  • Aumento.

  • Qualidade da imagem.

  • Largura do campo de visão.

Existe muitos tipos de oculares que vão desde a mais simples do tipo Ramsdem, com apenas dois elementos óticos, até as sofisticadas e caras Nagler com ótica de seis ou mais elementos. Cada tipo possui características peculiares quanto à largura do campo de visão, correção e eliminação de aberrações.


Site: http://inape.org.br/telescopio.html



quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Cinérea Lunar

Você já deve ter reparado no brilho acinzentado na parte noturna da superfície lunar. Este fenômeno é melhor visto nas datas próximas a Lua Nova, quando há menor incidência direta de raios solares na superfície da lua.


Pela ausência de outro corpo celeste próximo para lançar luz sobre a noite lunar, fica evidente que é o reflexo da luz do Sol pela Terra que ilumina um pouco a face escura da Lua. A razão da diminuição da luz cinzenta com o aumento da fase lunar é simples: a fase lunar vista da Terra é complementar à fase da Terra vista da Lua e, por isso, quando temos uma Lua Nova, a Terra vista da Lua está cheia, mais brilhante e faz a luz cinzenta ficar mais forte.


É interessante notar que a luz solar faz três percursos até que seja vista por nós como a luz cinzenta, também chamada de cinérea ou secundária. No primeiro percurso, ela sai do Sol e vem iluminar a Terra. No segundo, ela parte da Terra, refletida, e vai iluminar a face noturna da Lua. No terceiro, ela parte da Lua, também por reflexão, e vem até os olhos do observador terrestre noturno.




Figura 2: Percurso da luz solar

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

A Lua



Até há pouco tempo, havia três teorias para a formação da Lua: a co-acreção, que supunha ter-se a Lua formado ao mesmo tempo que a Terra a partir da Nebulosa Protoplanetária Solar; a fissão, que supunha que a Lua se separou de uma Terra ainda em fusão por efeito da rotação; a captura, que supunha que a Lua era um pequeno planeta capturado pelo campo gravitacional da Terra. Os dados mais recentes, obtidos pela análise das rochas lunares, conduziram-nos à teoria hoje mais geralmente aceite: a do impacto, que supõe ter a Terra chocado com um objecto pelo menos tão grande como Marte e ter-se a Lua formado a partir do material então ejectado da Terra.

A Lua

Dados Astronómicos

Orbita

Terra

Distância média à Terra (km)

384 400

Excentricidade orbital

0.0549

Período sideral (dias)

27.3217

Inclinação orbital

5.145º

Velocidade orbital média (km/s)

29.78

Período de rotação (dias)

27.3217

Inclinação do eixo de rotação

6.68º

Magnitude visual máxima

-12.74

Número de Satélites

0

Dados Físicos

Raio equatorial (km)

1738.1

Massa (kg)

0.07349 X 1024

Volume (km3)

2.1958 X 1010

Densidade média (g/cm3)

3.350

Gravidade à superfície no equador (m/s2)

1.62

Velocidade de escape equatorial (km/s)

2.38

Temperatura média à superfície (K)

~100 - 400

Albedo normal

0.12

Momento magnético dipolar (Gauss R3)

0

Pressão atmosférica à superfície (mbar)

3 X 10-12

Composição da atmosfera

He, Ne, H2, Ar

Dados Históricos

Descobridor

-

Data

-

Missões espaciais

Luna 1-24; Pioneer 4; Ranger 4-9; Zond 3-8; Surveyor 1-7; Lunar Orbiter 1-5; Apollo 8-17; Muses-A; Galileo; Clementine; Lunar Prospector; SMART 1; Lunar-A (2003); Selene (2003)