terça-feira, 11 de novembro de 2008

Missão da Nasa em Marte é declarada morta

phoenix lander

A Nasa já não consegue se comunicar com a sonda Phoenix Lander, que está na superfície de Marte, desde domingo, dia 2 de novembro, quando ocorreu uma breve comunicação com a Terra.

A sonda, que aterrissou no planeta vermelho em maio, esteve lutando contra o inverno marciano e a escuridão.

A Agência Espacial permanecerá tentando efetuar contato, mas não espera resposta. Barry Goldstein, gerente do projeto da missão Phoenix disse que estão encerrando as operações.

A sonda foi lançada em agosto de 2007 e alcançou o Pólo Norte gelado de Marte dia 25 de maio de 2008. Ao final de outubro a sonda já havia ultrapassado a sua expectativa de vida em dois meses.

A sua principal missão foi encontrar água, o que conseguiu, e estudar a superfície do planeta para verificar se ele será capaz de suportar vida. A Phoenix analisou partículas de gelo na superfície do planeta e descobriu que o pó marciano é similar à água do mar da Terra.

Especialistas afirmaram que tais descobertas aumentam o corpo de evidências que indica que já houve água em forma líquida na superfície do planeta e ela talvez tenha conseguido suportar vida. [BBC] [Fontes]

domingo, 9 de novembro de 2008

Estranho portal conecta Terra ao Sol

portal terra e sol
Portais magnéticos se abrem aproximadamente a cada oito minutos para conectar nosso planeta com o Sol.

Quando o portal se abre, cargas de partículas altamente energéticas podem viajar 150 milhões de km através da passagem, de acordo com cientistas espaciais.

O fenômeno recebeu o nome "evento de transferência de fluxo" ou FTE (de flux transfer event, em inglês). Ele é real e ocorre com o dobro da freqüência que qualquer pessoa poderia imaginar. "Dez anos atrás eu tinha certeza que eles não existiam, mas agora a evidência é irrefutável", disse o astrofísico estadunidense David Sibeck.

Explosões dinâmicas

Os pesquisadores já sabiam que a Terra e o Sol deveriam estar conectados. Por exemplo, partículas solares incidem na Terra constantemente por causa do vento solar e freqüentemente seguem as linhas do campo magnético que conectam a atmosfera do Sol com a terra firme. As linhas do campo permitem que as partículas penetrem a magnetosfera da Terra; o escudo magnético que envolve nosso planeta.

Uma das hipóteses sobre a formação do evento é que o lado da Terra que está de frente para o Sol pressiona o campo magnético da Terra contra o campo magnético do Sol. E a cada oito minutos os dois campos se conectam brevemente, formando um portal através do qual as partículas podem fluir. O portal toma a forma de um cilindro magnético com a largura da Terra.

Mais de um FTE podem se abrir em um mesmo momento e eles ficam abertos entre 15 e 20 minutos. Algumas medições foram feitas com sondas da Agência Espacial Européia e da NASA que voaram através destes cilindros e nas suas bordas. Apesar das sondas terem conseguido medir a largura de um FTE o seu comprimento ainda é incerto. Mas uma medida preliminar concluiu que teria mais de 5 raios da Terra (um raio da Terra tem cerca de 6.400 km).

O astrofísico Jimmy Raeder, da Universidade de New Hampshire, nos EUA, criou uma simulação computadorizada com estes dados e concluiu que os portais FTE cilíndricos tendem a se formar sobre o equador até que em dezembro eles deslizam sobre o Pólo Norte. Em julho eles deslizariam sobre o Pólo Sul.

Parece também que existem fluxos ativos e passivos o que faz com que ocorram com o dobro da freqüência que se pensava antes.

Os fluxos ativos permitem que as partículas passem com facilidade, formando dutos de energia importantes para a magnetosfera da Terra e os cilindros passivos ofereceriam mais resistência para as partículas que transitam.

Os cientistas ainda estão empenhados em descobrir porque os portais se abrem a cada oito minutos e como os campos magnéticos no seu interior se torcem e enrolam. [LiveScience] [Fontes]

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Encostas marcianas mostram evidência de água

água em marte
O que criou essa imensa encosta marciana? Será que gigantescas cachoeiras escorriam através de seus canais? A queda de quatro quilômetros desta alta encosta, que rodeia Echos Chasma, próximo a uma impressionante cratera de impacto, foi esculpida por água ou lava.

Uma das mais importantes hipóteses é que Echus Chasma, com 100 km de comprimento e 10 de largura, foi um dia uma das maiores fontes de água em Marte. Se isso for mesmo verdade, a água que havia ali passou pela superfície marciana entalhando os impressionantes Kasei Valleys, que se estendem por 3 mil km ao norte.

Mesmo que seja verdade que tenha havido água ali, parece que houve um fluxo de lava, o que criou uma superfície extraordinariamente lisa.

A imagem acima foi feita pela sonda especial Mars Express, que está orbitando o planeta vermelho.

Fotos de Encélado em closeup

ENCÉLADO
Encélado, um satélite natural de Saturno, foi fotografado a meros 25 km de distância pela sonda Cassini da NASA.

Apesar da lua ter apenas 500 km de diâmetro é muito ativa emitindo calor do seu interno, agitando sua superfície e ejetando partículas microscópicas de gelo na órbita de Saturno através do criovulcanismo.

A sonda Cassini já orbita Saturno a 4 anos e mostrou algumas fotos incríveis da pequena Encélado, que podem ser vistas no site Big Picture. [Fontes]

Nebulosa Cabeça de Bruxa

nebulosa

A nebulosa Cabeça de Bruxa é um sinistro nome para uma belíssima visão como você pode ver nessa imagem feita por telescópio que dá a impressão que a bruxa está olhando fixamente na estrela super-gigante Rigel, da constelação de Orion.

A nuvem de poeira cósmica que forma a cabeça de bruxa se espalha por 50 anos-luz e reflete a luz azulada de Rigel o que a torna uma nebulosa reflexiva.

Apesar do obscuro nome popular a nebulosa é catalogada pelo nome IC 2118 e está a mil anos-luz de distância.