quarta-feira, 28 de maio de 2008

Gigantesco buraco negro é catapultado para o espaço

Um colossal buraco negro foi flagrado saindo de sua galáxia natal, expelido depois de uma imensa fusão cósmica a uma velocidade inimaginável.

Quando galáxias em colisão finalmente fundem se supunha que os buracos negros em seus centros pudessem se fundir também. Astrônomos já teorizaram que a liberação de energia resultante poderia propelir o novo buraco negro para fora de sua galáxia de origem, para o espaço vazio, mas ninguém havia observado o evento.

“Nós já observamos os estágios de pré-fusão de buracos negros”, disse Stefanie Komossa do Instituto Max Planck de física extraterrestre, parte da equipe que fez a nova descoberta. “Mas não havíamos visto a o evento da fusão em si.”

Stefanie e sua equipe agora detectaram as conseqüências de tal fusão: um buraco negro em processo de deixar a sua galáxia de origem.



“A conseqüência foi de que o buraco negro fundido, o produto final, o novo buraco negro foi expelido da galáxia”, disse Stefanie, Os resultados da equipe serão detalhados na edição de 10 de maio da revista científica Astrophysical Journal Letters.

Singular velocidade

“Na coalescência final, ou fusão, destes dois buracos negros é emitido um estouro gigante de ondas gravitacionais”, ela disse. “Como estas ondas são emitidas em uma única direção, o buraco negro então é expulso na outra direção”.

De acordo com algumas simulações teóricas o “chute” que o buraco negro toma é similar ao recuo de uma arma podendo propelir o buraco negro a muitos milhares de quilômetros por segundo. Este buraco negro foi observado correndo a 2.650 km/s (9,5 milhões de km/h).
Como a atração da galáxia não é páreo para esta incrível velocidade o buraco negro “inevitavelmente irá para o espaço intergaláctico”, disse Stefanie. [Fonte]








Descoberta a misteriosa ‘coluna vertebral’ do universo

Astrônomos encontraram matéria no espaço profundo que nunca havia sido vista e disseram que se entrelaça em filamentos similares ao de teias que formam a coluna vertebral do universo.

Os fios etéreos, formado de átomos de hidrogênio e oxigênio, podem formar a metade ma matéria que os cientistas sabiam que existia, mas simplesmente não conseguiam ver, disseram os pesquisadores.

Os cientistas sabem a muito tempo que há muito mais matéria no universo do que é possível observar nas galáxias e estrelas. Não há apenas matéria bariônica invisível (os prótons e nêutrons que formam os átomos), mas também há uma quantidade ainda maior de matéria “escura” invisível.

Agora metade da matéria bariônica invisível apareceu, vista pelo telescópio espacial Hubble e o FUSE, ambos da NASA.

“Nós pensamentos que estamos vendo os fios de uma estrutura similar ao de uma teia, que forma a medula do universo”, disse Mike Shull da Universidade do Colorado (EUA), que colaborou na coordenação do estudo publicado na revista científica “The Astrophysical Journal”.

A matéria está espalhada na forma de oxigênio e hidrogênio superaquecidos, no que antes pareciam vastos espaços vazios entre as galáxias.

No entanto observações de um quasar (um objeto muito brilhante no espaço profundo), mostra sua luz difusa similar à de um farol que pode refletir em uma fina neblina, que é invisível no escuro.

“É como uma teia de aranha. A gravidade da teia da aranha é o que produz o que nós vemos”, disse Mike. “É muito fina. Uma parte dela é formada por gás muito quente a quase [meio] milhão de graus.”

É aí que entra a matéria escura. É ela que está aquecendo o gás, segundo Mike.

“A matéria escura possui gravidade. Ela puxa o gás, (…) isso causa o que eu chamo de ondas de choque de explosões sônicas. Este choque aquece o gás. Isso faz com que ele seja ainda mais difícil de ver.”

Os átomos de oxigênio estão em uma forma ionizada básica. Cinco dos oito elétrons se foram. Ele emite um espectro de luz ultravioleta que os instrumentos dos telescópios puderam captar, disse Mike.

Estes filamentos de matéria são as estruturas sobre as quais as galáxias se formam, ele disse.

“Portanto, quando olhamos para a distribuição das galáxias em uma escala muito grande, nós vemos que ela não é uniforme. Elas se espalham em folhas e filamentos.”

Algumas galáxias anãs ou pequenas quantidades de matéria nestas estruturas podem estar formando galáxias agora mesmo, disseram os pesquisadores.

Mike e seus colegas disseram que os filamentos são muito quentes para serem vistos em luz visível e muito frios para serem vistos através de raios-x. [Fonte]