Tenho lido alguma coisa sobre a escolha de um bom telescópio para astrônomos de fim de semana, resolvi escrever sobre o assunto. Infelizmente quando comprei o meu telescópio não tinha muita noção do que estava fazendo, não que esteja arrependido da minha escolha (acho que dei sorte), mas para que ninguém precise contar com a sorte ai vai algumas dicas. Antes de mais nada, é importante que você leia o artigo:
Meu primeiro telescópio .
Muitos astrônomos com mais fins de semana de pratica dizem que um bom binóculo perfaz um excelente "primeiro telescópio", então se você já tem um binóculo, comece por ai.
Uma boa dica, evite os telescópios com a seguinte inscrição: "Aumenta 475x !!!", ou similar. O importante para nós não é a quantidade de vezes que que se aumenta, não anunciado desta forma. Olhe o que diz um amigo sobre o assunto: "...Desconfie de qualquer telescópio anunciado pelo alto poder de aumento. Se você vir um 60mm sendo anunciado numa loja de departamentos como "Aumenta 475x !!!", quer dizer que o fabricante acha que você é ignorante e ingênuo. Com esta atitude eles também tentam esconder varias outras deficiências do equipamento. Uma ênfase exagerada no alto aumento é certeza de que o equipamento na verdade é um lixoscopio de brinquedo. ..."
A característica mais importante de um telescópio é a abertura, isto é, o diâmetro da lente principal ou do espelho. A abertura determina o brilho e a definição de tudo o que você irá' observar. Um telescópio de 70mm nunca poderá mostrar estrelas mais apagadas, ou detalhes num planeta como fará um telescópio de 150mm bem feito. Um 150mm, por sua vez, jamais poderá' competir com um bom 250mm. Mas então você diria que é fácil escolher um telescópio, quanto maior a abertura da lente melhor, ou mais adequado seria. Acho que esse pensamento não esta tão certo, se o telescópio for muito pesado ou de difícil montagem, provavelmente você tão vai tirar da caixa nem aos finais de semana.
Outro fator a se considerar são as relações focais f/(^), em geral quanto maior a relação focal melhor. Relações menores que f/6 ou f/5 exigem que o espelho secundário seja relativamente grande, e isto reduz um pouco a nitidez da imagem. As distorções se tornam mais aparentes próxima a borda do campo de visão, e todo o sistema ótico é muito mais sensível a pequenos desalinhamentos. Um espelho de relação focal baixa é difícil de fazer com alta qualidade. Também, com uma relação f/ baixa você tem que usar oculares melhores e mais caras para conseguir imagens nítidas em qualquer lugar exceto no centro do campo visão. Por todas estas razõs um refletor com f/4 quase nunca vai conseguir o mesmo desempenho de um refletor f/8 bem feito.
Leia o artigo para saber algumas vantagens e desvantagens dos Refletores e Refratores:
Diferenças entre telescópios Refletores e Refratores
Encerro minhas considerações com a especificação da SAF (Société Astronomique de France) do perfil para o padrão de um telescópio amador.
Será um refletor: Muito mais fácil de se construir, e muito menor do que os refratores de igual diâmetro.
Será um Newtoniano: Muito mais fácil para o iniciante e muito mais barato do que o Cassegrain, pois o alinhamento dos espelhos será mais fácil para o Newtoniano.
Será de 15 cm ou 20 cm: É um bom compromisso entre o poder de resolução, magnitude limite e facilidade de construção.
Será de F/6 a F/8: É uma boa relação focal para o iniciante, pois permite observar desde planetas até os aglomerados, além disso o tubo do telescópio fica relativamente pequeno. Para um telescópio de 15 cm de diâmetro e F/6, teremos um tubo de 90cm.
Será uma montagem altazimutal: Aqui eu considerarei que o iniciante não pretenderá fazer astrofotografias, e que para uma observação visual, ele poderá se virar razoavelmente bem, sem precisar do acompanhamento sideral, e a baixo custo. Neste caso ele poderá optar em fazer uma montagem Dobsoniana.
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